Governo diz que funcionamento em rede permite assegurar capacidade hospitalar em Lisboa

Secretária de Estado Adjunta e da Saúde diz que a ocupação do internamento em Unidade de Cuidados Intensivos está, no geral, aquém da capacidade

O funcionamento em rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS) permite assegurar a capacidade hospitalar da região de Lisboa e Vale do Tejo, mesmo que haja hospitais mais pressionados, disse esta quarta-feira a secretária de Estado Adjunta e da Saúde.

Referindo-se ao internamento em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), Jamila Madeira afirmou que a ocupação está, no geral, aquém da capacidade, incluindo na região de Lisboa e Vale do Tejo, que tem registado o maior número de novos casos.

Questionada sobre a situação particular do Hospital Amadora-Sintra, durante a habitual conferência de imprensa sobre a pandemia da covid-19 em Portugal, a secretária de Estado informou que a UCI deste hospital tem 87% da sua capacidade de internamento preenchida.

"Ainda não está saturada, o que não significa que não esteja já num nível em que é necessário controlar, mas funciona em rede com os demais hospitais", que poderão receber os doentes do Amadora-Sintra, disse a secretária de Estado.

Na mesma conferência de imprensa, Jamila Madeira confirmou a existência de um foco de infeção no Hospital de Torres Vedras, adiantando que já foram registados oito casos positivos associados, e confirmou também o registo de três casos no Hospital Prisional de Caxias, acrescentando apenas que está a ser feito o rastreio dos contactos próximos dos profissionais infetados.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, aproveitou a conferência de imprensa para apelar à responsabilidade social das empresas, reforçando que devem manter os seus planos de contingência e assegurar a formação dos seus trabalhadores.

O apelo foi feito em resposta a uma questão sobre a denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, que alertou para a um elevado número de funcionários das lojas Pingo Doce infetados com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

A diretora-geral não confirmou a informação, adiantando apenas que as autoridades de saúde devem investigar todas as denúncias e, por isso, a situação estará a ser analisada.

Graça Freitas referiu ainda a situação dos bares e discotecas, sublinhando que também aí se aplica a lógica da responsabilidade social e, por isso, para que estes espaços possam reabrir é preciso um compromisso de que todas as regras serão cumpridas.

"Do ponto de vista da saúde pública, é tão indiferente que seja numa festa em casa como que seja num ajuntamento num bar se não se cumprirem as regras, porque quer numa situação, quer noutra, não se estão a cumprir as regras", acrescentou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 477.000 mortos e infetou mais de 9,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.543 pessoas das 40.104 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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