Governo cancela fecho das urgências para grávidas no verão em Lisboa

Executivo afirma que haverá "reforço na contratação de serviços médicos".

O Governo suspendeu o sistema de rotatividade de quatro urgências de obstetrícia em Lisboa, durante o verão, devido à falta de especialistas e garantiu que haverá um reforço de pessoal.

A proposta, que ainda não era definitiva, visava minorar os efeitos da falta de obstetras e anestesistas, comum a quatro hospitais - Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, Hospital de São Francisco Xavier e Hospital Amadora-Sintra -, e que tende a agravar-se com as férias de verão. O objetivo era que as urgências de obstetrícia fechassem à vez, reencaminhando as utentes para os outros três hospitais.

Ouvido pelo DN, Luís Pisco, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), confirma que "a hipótese de rotatividade foi afastada completamente". Esta era uma "hipótese técnica que já tinha sido anteriormente estudada", mas os responsáveis chegaram à conclusão "que é possível arranjar recursos suficientes para manter o normal funcionamento das quatro maternidades durante o verão - o que dá mais tranquilidade às grávidas".

Além da "contratação externa" para suprir a carência de médicos entre 15 de julho e 30 de setembro, Luís Pisco adianta que "vai-se pedir um esforço suplementar aos outros médicos". Segundo o presidente da ARSLVT, "há um grande profissionalismo e algum sacrifício [dos especialistas] para fazer não só as urgências no seu hospital, mas também num outro" onde possa ser necessário.

Em comunicado, a ARSLVT disse esta quinta-feira que "em conjunto com os conselhos de administração e direções de serviços do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central, Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Hospital Prof. Dr. Fernando da Fonseca e Hospital Garcia de Orta, tem vindo a estudar as melhores soluções para, também no Verão de 2019, garantir o normal funcionamento de todas urgências das maternidades da zona da Grande Lisboa com segurança e qualidade".

Além disso, a ARSLVT confirmou que haverá um "reforço da contratação de serviços médicos não só nas especialidades de Ginecologia/Obstetrícia, mas também nas de Pediatria e Anestesiologia".

No final de 2018, "a avaliação inicial previa dificuldades na reorganização do trabalho, decorrentes do envelhecimento do quadro médico associado à dispensa legal de realização de trabalho noturno a partir dos 50 anos e de realização de trabalho de urgência a partir dos 55 anos".

Equacionadas várias opções, a ARSLVT chegou à conclusão que é possível "manter-se a solução de anos transatos, isto é, o funcionamento da referenciação para qualquer um dos serviços de urgência ginecológica e obstétrica, mediante o reforço na contratação".

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