Mais de 90% das escolas encerradas devido à greve

A adesão à greve dos funcionários públicos em protesto contra a não atualização dos salários foi "muito elevada" esta manhã, em especial na Educação e Saúde

O secretário-geral da Fenprof adiantou esta sexta-feira em Coimbra que mais de 90% das escolas do país estão encerradas devido à greve dos professores e pessoal não docente. Informação confirmada pelo secretário-geral da CGTP, que acrescentou que os hosptiais e a recolha de lixo também foram muito afetados.

"As indicações que temos é que estamos perante uma grande adesão quer nos hospitais, na recolha de resíduos sólidos, quer na educação, quer noutros setores que hoje de manhã vão ter percalços significativos", adiantou Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, hoje de manhã, cerca das 9.00, junto à Escola EB2/3 Manuel da Maia, em Lisboa, que está encerrada devido à paralisação.

Segundo Arménio Carlos, "esta greve demonstra o grande descontentamento e indignação pelo facto de as carreiras continuarem congeladas e sem resposta e por outro lado continuarmos a assistir a situações de precariedade como as que ocorrem aqui na [escola] Manuel da Maia onde contratam trabalhadores por três horas e meia para desenvolver uma atividade que é permanente".

Já Mário Nogueira considerou que, na Educação, o nível de adesão à greve e o encerramento da "maioria das escolas" portuguesas, do pré-escolar ao secundário, traduz a "enorme exigência" ao Governo para que comece a negociar de imediato com os professores. "Vamos começar a negociar já", reclamou, numa conferência de imprensa junto à entrada da escola básica EB 2/3 Martim de Freitas, em Coimbra.

Na origem da greve está a "não atualização dos salários de cerca de 600 mil trabalhadores pelo décimo ano consecutivo, as carreiras bloqueadas na maior parte dos casos, as progressões longe do desejável e a falta de resposta para a aquisição de mais trabalhadores". Arménio Carlos destacou também que "este é o momento certo para que a população perceba que quando os trabalhadores estão a lutar estão a fazê-lo para melhorar os serviços públicos.

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