Desde o início do ano já houve 126 detenções por violência doméstica

Em 2019, há duas detenções por dia em média, segundo os dados da GNR, PSP e PJ.

Já houve, pelo menos, 126 detenções de pessoas suspeitas do crime de violência doméstica desde o início, o que significa que há uma média de duas pessoas detidas por dia em 2019. Os dados resultam dos comunicados de PSP, GNR e PJ, compilados pelo jornal Público.

Só no âmbito da PSP, que divulgou os dados relativos ao período entre 1 de janeiro e 28 de fevereiro, foram detidas 79 pessoas, em maioria homens. Esta polícia fez em 2018 um total de 598 detenções (em 2017 foram 565). Estes números revelam que a média de detenções registadas este ano, no que toca à PSP, é inferior à do ano passado, tendo em conta os dados dos dois primeiros meses de 2019. É a PSP que faz o maior número de detenções por violência doméstica.

Só esta semana houve vários indivíduos detidos, suspeitos do crime de violência doméstica. Na quinta-feira, a PJ de Aveiro anunciou a detenção de um homem, de 32 anos, suspeito de ter violado a ex-companheira. O homem entrou em casa da vítima através de uma varanda, depois de ter escalado o prédio onde ela vivia. Ameaçou incendiar a casa com a gasolina que transportava num recipiente de plástico e assim acabaria por obrigar a mulher a práticas sexuais sob constrangimento físico. A violação culminou diversos episódios de perseguição e de agressões. ficou em prisão preventiva

Este ano já se registaram onze homicídios de mulheres em contexto de violência doméstica, o que tem motivado medidas. Nesse sentido, a equipa técnica multidisciplinar constituída para apresentar propostas concretas em matéria de violência doméstica vai reunir-se pela primeira vez em 7 de março, instituído como dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica.

O anúncio foi feito na quinta-feira pela ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, que anunciou a aprovação da constituição da equipa, que já tinha sido decidida há um mês, e disse que será coordenada pelo procurador Rui do Carmo, atual responsável pela Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica.

De acordo com Mariana Vieira da Silva, a nova equipa terá de apresentar no prazo de três meses um relatório com propostas concretas sobre recolha de dados quantitativos, aperfeiçoamento dos mecanismos de proteção das vítimas nas primeiras 72 horas seguintes à apresentação de queixa e reforço dos modelos de formação.

A ministra confirmou que, tal como já tinha anunciado na quarta-feira, o Conselho de Ministro instituiu o dia 7 de março como o dia nacional de luto pelas vítimas de violência doméstica e respetivas famílias.

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