Polícia Marítima investiga derrame de fuel no porto de Sines

Derrame ocorreu às 23.45 de quinta-feira, durante o reabastecimento de um navio. Administração portuária já está a recolher o fuelóleo

Um derrame de combustível ocorreu esta quinta-feira à noite ao largo de Sines, pelas 23.45, confirmou a Polícia Marítima local ao DN.

O derrame ocorreu no terminal XXI do Porto de Sines, durante o reabastecimento de um navio, mas foi atacado prontamente pela Administração Portuária, que já se encontra a recolher o fuelóleo.

De acordo com as autoridades, a mancha de combustível esteve quase a chegar a São Torpes, na zona costeira do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, mas "em princípio não se deve alastrar". "A Administração Portuária está a combater a poluição, que está em redor do navio e debaixo do cais", disse a Polícia Marítima ao DN.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, explicou que "foram derramadas cerca de três toneladas de hidrocarbonetos" para o mar, que ficaram contidas na área do Terminal XXI" porque foram de imediato acionados os meios de contingência do porto de Sines". O autarca indicou ainda que o derrame "aconteceu durante a trasfega de combustível", esta madrugada.

Em comunicado conjunto, a autarquia e a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APSA) afirmaram que "ocorreu nesta madrugada, dia 05 de abril, no Terminal XXI, um pequeno derrame de hidrocarbonetos durante uma operação de fornecimento de bancas do navio Bahia Tres ao navio MSC Sandra".

Na nota, é ainda referido que, após o derrame, "foram colocadas barreiras, com vista à contenção e recolha do combustível derramado" no sentido de "minimizar o impacto do incidente na atividade portuária".

Neste momento, "decorrem os trabalhos de limpeza do cais e está em curso o processo de investigação liderado pela autoridade marítima e pelo Ministério Público", acrescentaram. A operação de contenção e limpeza está a ser acompanhada por elementos da proteção civil municipal de Sines.

Averiguações e inquérito a decorrer

Entretanto, o capitão do Porto de Sines, Manuel Sá Coutinho, adiantou que decorrem "as averiguações e o inquérito", a cargo da Polícia Marítima, em articulação com o Ministério Público, para apurar "o que terá estado na origem do incidente".

"Neste momento, a Polícia Marítima, através da Investigação Criminal, está a proceder às diligências necessárias nestas circunstâncias e nesta situação em específico", adiantou Sá Coutinho, que não especificou a quantidade de combustível derramado.

"Durante a noite foi a administração do porto que estabeleceu as barreiras de contenção e isso permitiu confinar o produto que caiu na água à zona onde o navio está atracado, ou seja, um pouco mais de um terço do terminal de contentores, mas nesta fase não consigo apontar a quantidade de produto que foi para a água", acrescentou.

Segundo o comandante da Polícia Marítima de Sines, a atividade normal do Porto de Sines "está parada no local onde o navio MSC Sandra está atracado, indicando que, "apesar de não ter a confirmação da APS, o resto do porto continua a funcionar".

De acordo com Sá Coutinho, as operações de limpeza e de contenção do produto poderão prolongar-se para depois desta sexta-feira. "Depende de como os trabalhos evoluem ao longo do dia de hoje e das condições meteorológicas porque, além da recolha do produto que caiu à água, há um conjunto de outras ações de limpeza, até do próprio navio, que ainda vão demorar algum tempo, mas seguramente não estimo que sejam concluídas hoje [sexta-feira]", afirmou.

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