Concelho de Lisboa ultrapassa os oito mil casos. Apenas 17 municípios têm menos de três infetados
No espaço de sete dias, foram confirmados mais 781 casos de covid-19 no concelho de Lisboa, que continua a ser o mais afetado pela pandemia no país, tendo ultrapassado a barreira dos oito mil infetados (8241), de acordo com os dados do boletim epidemiológico da Direção-geral da Saúde (DGS), divulgado esta segunda-feira (19 de outubro).
De 308 concelhos, 291 reportaram mais de três casos de covid-19. Ou seja, apenas 17 municípios não constam do relatório da autoridade de saúde por terem menos de três casos ou por estarem livres de covid-19.
Os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa continuam a ser aqueles que registam mais casos. Sintra é o segundo concelho do pais com mais notificações, são agora 6763, um aumento de 653 diagnósticos de covid-19, face à semana anterior. Já em Loures, nos últimos sete dias, foram confirmados mais 297 novos casos, o que eleva para 3891 o número total de infetados. Ainda acima dos três mil surge Amadora com 3472 casos (mais 204).
A atualização dos casos ao nível municipal é publicada à segunda-feira, sendo que, refere a DGS, a informação diz respeito ao total de notificações médicas através do sistema SINAVE e não inclui notificações laboratoriais, o que faz com que os números podem não corresponder ao total de cada concelho.
O relatório da autoridade da saúde indica que Vila Nova de Gaia regista agora 2888 infeções pelo novo coronavírus (mais 299), o Porto 2884 (mais 564), Cascais tem 2695 (315), Odivelas 2676 (mais 190), Oeiras 2131 (mais 190), Vila Franca de Xira 2007 (mais 171).
Há 11 concelhos acima dos mil casos: Matosinhos 1929, Braga 1819, Guimarães 1772, Almada 1660, Seixal 1603, Gondomar 1523, Maia 1418, Paço de Ferreira 1303, Valongo 1160 e Vila Nova de Famalicão 1021.
Esta segunda-feira, Portugal ultrapassou os 100 mil casos de covid-19, o número total acumulado desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 1949 novos infetados pelo novo coronavírus e morreram mais 17 pessoas, segundo o boletim da DGS. Desde março, registaram-se 101 860 casos, 2 198 vítimas mortais e 59 966 pessoas recuperaram da doença (mais 966 no último dia).
Neste momento, há 39 696 doentes ativos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde, mais 966 do que ontem.
A maioria dos infetados das últimas 24 horas localiza-se na região do norte (mais 987 - 50,6% do total) e em Lisboa e Vale do Tejo (749 - 38,4%). Seguem-se o centro (mais 133), o Alentejo (35), o Algarve (32), os Açores (sete) e a Madeira (seis).
Em conferência de imprensa, esta quarta-feira, a diretora-geral da Saúde, admitiu que "há uma grande transmissão comunitária do vírus", mas que até agora ainda é possível, em 59% dos casos, saber qual a origem da contaminação, ou seja, quem foi o transmissor. Graça Freitas fala numa percentagem "francamente positiva" de rastreios de contactos bem sucedidos, apesar de esta ser "uma situação que se pode alterar de um dia para o outro".
Questionada sobre uma possível ligação entre o início do ano letivo presencial e o aumento de novos casos, a responsável pela DGS disse não existir nenhuma relação conhecida. Os casos que têm aparecido nas escolas são "isolados" e, na sua maioria, "de origem familiar ou social".

