Chef Ljubomir acusado de corromper polícia para furar confinamento

O chefe de cozinha é acusado de ter pedido a um polícia para facilitar uma ida a Grândola em período de confinamento. Em troca terá dado garrafas de vinho ao PSP.

Ljubomir Stanisic, o famoso chefe de cozinha e um dos principais rostos do movimento da restauração "Sobreviver a Pão e Água",​​​​​ foi acusado pelo Ministério Público de um crime de corrupção ativa e outro de desobediência. O chef é suspeito de ter oferecido garrafas de vinho a um agente da PSP para que este o ajudasse a furar o confinamento obrigatório na altura da Páscoa, para passar a quadra festiva em Grândola, noticia o JN, que teve acesso à acusação.

De acordo com o JN, Ljubomir terá ligado no dia 2 de abril ao irmão de um agente da PSP, no sentido de este o ajudar a ir para Grândola, num dia em que havia restrição de circulação entre concelhos. Contactado pelo irmão, o agente da PSP, também arguido no processo, ofereceu-se para ajudar Ljubomir a conseguir passar a ponte 25 de Abril, onde costumam haver várias operações de fiscalização.

Segundo o JN, em troca, o chefe de cozinha terá dado ao polícia duas garrafas de vinho e uma de conhaque ou rum. Este favor terá sido descoberto através de uma mensagem enviada por WhatApp e telefonemas. Com base na acusação, o JN avança ainda que Ljubomir terá pedido ao agente outros favores para amigos.

O chefe de cozinha terá sido apanhado porque o agente da PSP em causa estava sob escuta, no âmbito de um caso de tráfico de droga numa rede desfeita pela Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, com a qual, contudo, não tem qualquer relação.

Ljubomir Stanisic é um dos rostos do movimento "Sobreviver a Pão e Água", que terminou nesta quinta-feira a greve de fome que durava há quase uma semana, em frente à Assembleia da República.

A decisão, tomada em grupo depois José Gouveia e Ljubomir Stanisic regressarem ao acampamento instalado em frente ao Parlamento, foi possível depois da "garantia" de que vai haver "uma reunião "desta sexta-feira a oito" dias, para debater se as medidas encontradas durante o encontro com o autarca de Lisboa, Fernando Medina, "são exequíveis e vão ser postas em prática", explicitou o porta-voz deste movimento.

O porta-voz do movimento, José Gouveia, e o chef Ljubomir Stanisic reuniram ao final da tarde desta quinta-feira com o autarca da capital, nos Paços do Concelho.

Duas horas depois saiu a intenção de terminar a greve de fome que decorria há uma semana, mas a decisão estava pendente da aprovação de todo o grupo - oito homens e uma mulher.

"É nossa vontade que ela [a greve de fome] termine, posso dizer, mas só em grupo é que a gente pode decidir", disse o porta-voz deste movimento quando saiu da reunião com Medina.

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