Bastonária da Ordem dos Enfermeiros acusada de gestão ilegal

Relatório da Inspeção-Geral das Atividades da Saúde (IGAS) detetou sinais de ilegalidades na gestão da Ordem dos Enfermeiros. Ana Rita Cavaco afirma que só dará explicações ao Ministério Público.

O relatório da IGAS sobre a gestão de Ana Rita Cavaco à frente da Ordem dos Enfermeiros, nos últimos três anos, conclui que existem sinais de ilegalidades, e que isso justifica a destituição dos atuais órgãos sociais, noticia esta sexta-feira à noite o JN.

O diário, que teve acesso ao relatório da sindicância realizada pela IGAS, escreve que aquele organismo do Estado detetou indícios de prática de crime "em pagamentos de quilómetros, cabeleireiros e roupas, entre outras despesas sem base legal".

A sindicância à gestão da ordem foi decidia pelo governo em abril, na sequência das suspeitas de que Ana Rita Cavaco teria participado ilegalmente na organização da "greve cirúrgica" realizada pelos enfermeiros. De acordo com o relatório, terá havido "violação de normas e regras inerentes à realização de despesa" por parte da ordem, revela o JN.

Ao diário, a bastonária afirmou que "já esperava" este relatório e que "as despesas para as deslocações só serão dadas ao Ministério Público".

O relatório, que diz haver fundamento para a destituição dos atuais órgãos sociais da ordem dos Enfermeiros, já está na Polícia Judiciária (PJ).

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