Altice alvo de ciberataque garante que consequências foram "praticamente nulas"

Antes da empresa dona da Meo, já a EDP tinha sido alvo de um ataque informático que condicionou "o normal funcionamento de parte dos serviços e operações".

A Altice Portugal foi esta quinta-feira alvo de um ataque informático, mas "as consequências deste foram praticamente nulas", garantiu fonte oficial, sendo a dona da Meo a segunda empresa portuguesa alvo de ciberataque esta semana.

Questionada sobre o ciberataque, fonte oficial da Altice Portugal "confirma que foi alvo do ataque (...), sendo que as consequências deste foram praticamente nulas".

"Todos os dias somos alvo de ataques cibernéticos, sem que estes causem impacto nos nossos sistemas ou operações devido ao trabalho diariamente executado e ao desenvolvimento de nova tecnologia e 'software' pela nossa DCY (Head of CyberSecurity & Privacy) da área do CTO da Altice Portugal", acrescenta a dona da Meo.

"Este trabalho desenvolvido internamente tem-se revelado precioso e decisivo na defesa das nossas operações e proteção dos nossos clientes", sublinha a fonte.

"Este tipo de ataques, às dezenas por semana, não se limitam a atacar empresas como a Altice Portugal, mas sim prejudicar as pessoas, as famílias, as empresas e a economia nacional, apenas por desporto, bem como projetar a visibilidade e promoção do nome destes grupos criminosos na imprensa nacional e internacional".

"Este tipo de ataques acontecem às dezenas​​​​​​"​

A Altice Portugal "adianta que já está a comunicar às entidades competentes, sendo que volta a sublinhar o facto de este tipo de ataques acontecerem recorrentemente e às dezenas, pelo que a sua publicitação apenas favorece a promoção e continuidade desta lamentável e perigosa atividade criminosa", conclui.

No início da semana, a EDP foi alvo de um ataque informático que condicionou "o normal funcionamento de parte dos serviços e operações", embora não tenha tido qualquer impacto no fornecimento de energia, de acordo com a empresa.

Na quarta-feira, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) disse à Lusa que tomou conhecimento do ataque informático à EDP no "próprio dia", adiantando que está "a ser analisada a origem e a anatomia desde incidente".

Desde essa altura, "entre a EDP, o CNCS e as restantes entidades envolvidas estão a ser tomadas as medidas de contenção, análise, resposta, segurança e de reposição dos serviços à sua normalidade", referiu o Centro Nacional de Cibersegurança, em resposta à Lusa sobre o tema.

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