DGS corrige número de vítimas. Há 33 mortes e 2362 casos confirmados

É o balanço mais recente da Direção-Geral da Saúde, que faz uma correção ao primeiro boletim epidemiológico, em que tinha indicado 29 vitimas mortais.

Portugal tem 33 mortes e 2362 casos de infeção por covid-19. Estes são os dados do último balanço da Direção-geral da Saúde (DGS), que corrigiu a informação do primeiro boletim epidemiológico divulgado esta terça-feira, em que dava conta de 29 vítimas mortais.

"A Autoridade de Saúde Regional esclarece que, até ao momento, não foi registado nenhum óbito decorrente de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença COVID-19, na Região Autónoma dos Açores", lê-se num comunicado enviado às redações.

Já recuperaram 22 pessoas em Portugal.

A notícia da 30.ª vítima mortal chegou através do boletim da Direção-Geral da Saúde, já depois da conferência com o secretário de Estado, na qual tinha sido avançado um número inicial de 29 vítimas mortais. No entanto, "relativamente a um óbito registado segunda-feira, 23 de março, no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, a investigação laboratorial deu resultado negativo para infeção pelo novo coronavírus", refere a Secretaria Regional da Saúde.

O órgão regional está em articulação com a Direção-Geral da Saúde para a correção do relatório de situação divulgado esta terça-feira e adianta que a informação sobre a pandemia de COVID-19 será atualizada esta tarde, às 16h00, através de conferência de imprensa, a partir da Secretaria Regional da Saúde, em Angra do Heroísmo.

A conferência da manhã desta terça-feira não contou desta vez com Graça Freitas, a diretora-geral da Saúde, que esteve presente na reunião de alto nível que começou às dez da manhã e que contou com as presenças do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, todos os líderes partidários, e as mais altas figuras ligadas à saúde pública. Uma reunião que decorreu à porta fechada na sede do Infarmed em Lisboa.

Segundo os dados divulgados pelo boletim diário da DGS, os Açores registaram a primeira morte associada à Covid-19.

Maioria das mortes é de idosos com mais de 70 anos

Os dados da DGS indicam que estão confirmadas nove mortes na região Norte, 11 na região Centro, oito na região de Lisboa e Vale do Tejo, e uma no Algarve, revela ainda o boletim epidemiológico diário. A maoria das mortes é de idosos com mais de 70 anos.

O boletim regista 2.362 pessoas infetadas pelo novo coronavírus (mais 302 do que ontem), a grande maioria (2.159) está a recuperar em casa e 203 estão internadas (mais dois), 48 das quais em Unidades de Cuidados Intensivos (mais uma).

Entre os sintomas mais comuns estão a febre (58%), tosse (70%), dificuldade respiratória (24%), cefaleia (34%), dores musculares (42%), fraqueza generalizada (27%).

Desde 1 de janeiro foram registados 15.474 casos suspeitos, dos quais 1.783 aguardam resultado laboratorial. Houve ainda 11.329 casos em que os testes não confirmaram a infeção e 22 doentes que já recuperaram.

A Direção-Geral da Saúde estabeleceu uma cadeia de prioridades para um cenário em que "não seja possível testar todos" os suspeitos: doentes para internar, recém-nascidos, grávidas e profissionais de saúde sintomáticos são as prioridades para a realização de testes ao novo coronavírus, no caso de não ser possível avaliar todos, estabelece a DGS.

Frisando que "os doentes com suspeita de covid-19 devem ser submetidos a teste laboratorial", a DGS fixa, na Norma 004/2020, uma cadeia de prioridades para um cenário em que "não seja possível testar todos" os suspeitos de estarem infetados.

Nesse caso, a DGS determina a seguinte prioridade: primeiro, os doentes com critérios de internamento hospitalar; segundo, os recém-nascidos e as grávidas; e terceiro, os profissionais de saúde sintomáticos.

Cadeia de prioridades entra em vigor a partir da meia-noite de 26 de março

O dirigente assinalou que apenas se consegue fazer a identificação de todas as pessoas contagiadas com a covid-19 através de testes.

Na cadeia de prioridades determinada na Norma 004/2020 seguem-se doentes com comorbilidades (como asma, insuficiência cardíaca ou diabetes), doentes em situações de maior vulnerabilidade, como residência em lares e unidades de convalescença, e, finalmente, doentes com contacto próximo com as pessoas anteriormente referidas.

Na Norma 004/2020, emitida na segunda-feira, a DGS refere ainda que a cadeia de prioridades entra em vigor a partir da meia-noite de 26 de março.

"Atendendo ao alargamento progressivo da expressão geográfica da pandemia covid-19 em Portugal, urge planear as medidas que garantam uma resposta adequada, atempada e articulada de todo o sistema de saúde", justifica a DGS.

A atual fase de mitigação tem como objetivo atenuar os efeitos da doença, nomeadamente diminuindo a taxa de mortalidade, e limitar a sua propagação.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 345 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15 100 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Recomendações da DGS

Para que seja possível conter ao máximo a propagação da pandemia, a Direção-Geral da Saúde continua a reforçar os conselhos relativos à prevenção: evite o contacto próximo com pessoas que demonstrem sinais de infeção respiratória aguda, lave frequentemente as mãos (pelo menos durante 20 segundos), mantenha a distância e tape o nariz e a boca quando espirrar ou tossir (de seguida lave novamente as mãos).

Em caso de apresentar sintomas coincidentes com os do vírus (febre, tosse, dificuldade respiratória), as autoridades de saúde pede que não se desloque às urgências, mas sim para ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24).

Siga todos os desenvolvimentos sobre a pandemia aqui.

Notícia atualizada às 16:01 com informação de que o óbito nos Açores não está realcionado com infeção por covid-19. O mapa da DGS que o DN publica ainda não reflete essa alteração.

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