200 infetados em 24 horas. O número mais baixo dos últimos 7 dias

Portugal tem agora 1424 óbitos e 32700 casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde. Não se registam novos infetados no Norte do país. A Grande Lisboa tem 97% dos casos.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais 14 pessoas e foram confirmados mais 200 casos de covid-19 (um aumento de 0,6% em relação a ontem), o número mais baixo dos últimos sete dias. Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), desta segunda-feira (1 de junho), no total, desde que a pandemia começou registaram-se 32700 infetados, 19552 recuperados (mais 143) e 1424 vítimas mortais no país.

Ou seja, há, neste momento, 11 724 doentes portugueses ativos (valor encontrado quando se subtrai o número de curados e mortes ao total nacional).

Os novos casos notificados concentram-se praticamente todos (96,5%) na região de Lisboa e Vale do Tejo, que está a ser alvo de "especial atenção" devido ao "número significativo de novos casos", apontou a secretária de estado adjunta da Saúde, Jamila Madeira, em conferência de imprensa. Apenas sete das 200 novas infeções estão distribuídas pelo Centro (mais três), pelo Sul (dois) e pelos Açores (dois). O Norte não tem hoje nenhum caso assinalado. No entanto, é a zona do país onde morreram mais pessoas no último dia: sete.

Há ainda seis óbitos a registar na Grande Lisboa e um no Centro do país. ​​​​A taxa de letalidade global do país é agora de 4,4%, aumentando para 17,2% no caso das pessoas acima dos 70 anos - as principais vítimas mortais. Dos 1424 óbitos totais, 49,1% são homens e 50,9% mulheres.

Esta segunda-feira, estão internados 471 doentes (menos três que ontem), sendo que destes 64 encontram-se nos cuidados intensivos (valor que não sofreu alteração em relação ao dia anterior).

O boletim da DGS indica ainda que aguardam resultados laboratoriais 1720 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 27 mil. O sintoma mais comum entre os infetados é a tosse (que afeta 40% dos doentes), seguida da febre (29%) e de dores musculares (21%).

Terceira fase do desconfinamento."É imperativo desconfinar com segurança e distância social"

O país continua em situação de calamidade (pelo menos até 14 de junho), mas a pouco e pouco vai abrindo a economia. A terceira face do desconfinamento começa esta segunda-feira com a reabertura de centros comerciais, salas de espetáculos, cinemas, ginásios, piscinas, Lojas do Cidadão e da educação pré-escolar. Na Área Metropolitana de Lisboa, o arranque destas atividades está sujeito a um ritmo mais lento. Vão ser impostas regras especiais, sobretudo relacionadas com atividades que envolvem "grandes aglomerações de pessoas", ​​​​​​​por causa do maior número de novos casos de covid-19.

Entre as principais medidas que entram em vigor hoje destacam-se o fim do "dever cívico de recolhimento" e a permissão de ajuntamentos até ao limite de 20 pessoas, exceto na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde permanece o limite de 10 pessoas.

Relativamente aos momentos de culto religioso, passa também a ser permitida a realização de celebrações, devendo a DGS determinar as orientações, nomeadamente a lotação das cerimónias religiosas e dos eventos de natureza familiar, incluindo casamentos e batizados.

Sobre a terceira fase do plano de desconfinamento, a secretária de estado adjunta e da Saúde afirmou que "é imperativo desconfinar com segurança e distância social", lembrando que "a batalha não está ganha". "Precisamos do empenho de todos os portugueses", pediu Jamila Madeira, em conferência de imprensa.

"Hoje dizemos que, quando sair para trabalhar, quando escolher a sua esplanada, quando escolher a sua praia, quando estiver numa fila de compras, quando combinar um encontro com amigos ou família, quando voltar a assistir a um espetáculo ou a ir ao seu cinema cumpra as regras de higiene, do distanciamento social e proteção. Só assim conseguiremos ultrapassar este problema. Lembre-se dos idosos e dos mais vulneráveis à doença e dos profissionais nos hospitais que continuam a estar incansavelmente na primeira linha deste combate", sublinhou a governante.

Também os jogos de futebol estão de regresso esta semana e sem adeptos nas bancadas, as autoridades de saúde apelam a que não se façam ajuntamentos à volta dos estádios.

Sobre o regresso dos adeptos ao interior dos estádio, a diretora-geral da Saúde garantiu que as autoridades estarão a acompanhar a situação e avaliar o melhor momento para isto acontecer. "Vai depender da avaliação rigorosa do risco e de medir os prós e os contras".

Graça Freitas: "No que diz respeito à imunidade ainda temos de aprender muita coisa"

Com mais pessoas na rua e ainda sem resultados do inquérito nacional serológico que está em curso, a diretora-geral da Saúde esclareceu, esta segunda-feira, que é sabido que quem contraiu a infeção tem anticorpos. No entanto, não é conhecido o nível destes anticorpos para se saber quanto tempo duram. "Para se ter proteção - a imunidade - não basta ter anticorpos, temos de ter um título de anticorpos. E mesmo tendo esse nível, depois temos de saber como é que ele se mantém. Em alguns vírus eles vão diminuindo ao longo do tempo", disse Graça Freitas.

Neste momento, são mais as duvidas do que as respostas. "No que diz respeito à imunidade ainda temos de aprender muita coisa. Temos de aprender quais são os bons testes, o que é que esses testes nos dão em termos de presença e ausência de anticorpos, qual é o título, ou seja, a quantidade necessária, de anticorpos para ser protetor, e quando tempo essa proteção vai durar", acrescentou a responsável pela DGS.

374 mil mortes por covid em todo o mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 6,2 milhões de pessoas no mundo inteiro, até esta segunda-feira às 10:00, segundo dados oficiais. Há agora 2,8 milhões recuperados e 374 233 mortes a registar.

Os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (1 837 170) e de mortes (106 195). Em termos de número de infetados, seguem-se o Brasil (514 992) e a Rússia (414 878). Portugal surge em 29.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Reino Unido é a nação com mais mortes declaradas (38 489). Seguem-se Itália (33 415), e o Brasil (29 341).

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