1023 mortes e 25190 infetados por covid-19 em Portugal

Nas últimas 24 horas, o país registou mais 16 vítimas mortais e 203 casos confirmados com o novo coronavírus, segundo o boletim da DGS desta sexta-feira. No total há agora 1023 óbitos e 25 190 infetados.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais 16 pessoas (são 1023 no total) e foram confirmados 25 190 casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), deste sábado (2 de maio).

Este sábado, na conferência de imprensa de ponto da situação da pandemia, a ministra da Saúde, Marta Temido, explicou que houve uma correção em relação aos boletins de situação anteriores. "Os boletins desde o dia 25 de abril serão corrigidos. O retirar de dados vem de duas entidades que não junta todas as informações, por isso, semanalmente são verificados os números. Ontem verificou-se que havia casos duplicados e não eram novos casos. Isto porque quando um caso, verificado laboratorialmente, não tem numero de utente, é feito o cruzamento com nome e data de nascimento do paciente, e foi assim que foi reportada a duplicação de casos."

Na sexta-feira, o número tinham sido ligeiramente superiores, como se poder no boletim do dia. Registou-se um total de 1007 mortes e 25 351 infetados. Foi também o dia em que Portugal ultrapassou a barreira dos mil mortes por coronavírus.

Os números agora apresentados confirmam uma evolução positiva da pandemia, justificado por outros indicadores positivos, como é o caso do número de internamentos, que tem vindo a diminuir no último mês e que atinge agora o menor número de pessoas em tratamento nos hospitais. Estão internadas 855 pessoas (menos 37 do que esta sexta-feira), destas 150 encontram-se nos cuidados intensivos (menos quatro do que ontem). A maioria dos doentes está a receber tratamento em casa.

Segundo o boletim da DGS, aguardam resultados laboratoriais 3761 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 27 895 mil.

A primeira vitima mortal portuguesa - um homem de 80 anos - foi anunciada pela ministra a 16 de março. Um mês e meio depois, o dia mais mortífero aconteceu a 3 de abril, quando se registaram 37 óbitos.

A taxa de letalidade do país (a diferença entre o número de mortes e de infetados) é agora de 4,1%, sendo que a maioria das vitimas mortais dizem respeito a pessoas com mais de 70 anos (faixa etária onde a taxa de letalidade é de 14,5%).

Lisboa foi o concelho que mais novos casos registou nas últimas 24 horas

Com mais 71 casos nas últimas 24 horas, Lisboa foi o concelho que mais cresceu. A capital tem agora 1567 casos positivos de covid-17, quando no dia anterior tinha 1496, continuando a liderar a lista dos concelhos com mais pessoas infetadas pelo novo coronavírus em Portugal.

Segundo os dados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado este sábado (dia 2 de maio), Vila Nova de Gaia (1413, mais nove casos em relação ao dia anterior) e o Porto (1247, mais 11 casos), que na semana passada tiveram alguns dias sem casos novos, voltaram e registar novos infetados.

Há mais três concelhos com mais de mil pessoas infetadas. É o caso de Matosinhos, com 1149 (mais cinco), Braga com 1086 (mais sete) e Gondomar 1012 (mais dois). A Maia vem logo a seguir com 871 casos, tendo registado apenas mais um infetado nas últimas 24 horas, tal como Ovar (566).

Recomendações da DGS

Para que seja possível conter ao máximo a propagação da pandemia, a Direção-Geral da Saúde continua a reforçar os conselhos relativos à prevenção: evite o contacto próximo com pessoas que demonstrem sinais de infeção respiratória aguda, lave frequentemente as mãos (pelo menos durante 20 segundos), mantenha a distância em relação aos animais e tape o nariz e a boca quando espirrar ou tossir (de seguida lave novamente as mãos).

Em caso de apresentar sintomas coincidentes com os do vírus (febre superior a 38º, tosse persistente, dificuldade respiratória), as autoridades de saúde pedem que não se desloque às urgências, mas sim para ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou para a unidade de cuidados primários mais próxima.

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