Marcas no chão sinalizam distanciamento social. Há manifs em 24 cidades

A CGTP acertou com a PSP todas as regras para as manifestações do 1º de maio que vão acontecer em 24 cidades do país. A central sindical apelou aos reformados que não participassem nesta comemoração 'confinada'

A CGTP tem manifestações marcadas para 22 cidades de norte a sul do país (veja mais abaixo os locais) para assinalar o Dia do Trabalhador, mas com regras apertadas devido à covid-19 que tiveram o acordo das autoridades de saúde e vão ser escrutinadas pela PSP: o distanciamento social é obrigatório e vai ser sinalizado com marcas no chão, a tinta, com fita-cola, ou bandeiras.

Foi feito um apelo a que os reformados não participassem e apenas estarão na rua os dirigentes sindicais e delegados, em representação dos trabalhadores.

No ano em que celebra 50 anos de existência, a Inter pretende reafirmar que o 1.º de Maio é um dia de festa e de luta.

"A CGTP tem uma uma conhecida capacidade de organização e estamos convencidos que tudo vai correr bem, sem riscos para a saúde, mas estaremos atentos a eventuais aglomerações, mesmo de pessoas que se queira juntar à manifestação fora da estrutura sindical", explicou ao DN fonte da PSP que está a acompanhar os preparativos.

MAI, Saúde e PSP de acordo

Nos anos anteriores, a CGTP fazia manifestações em 40 cidades, com os pontos altos em Lisboa e Porto, mas este ano, com as regras de confinamento, as comemorações do Dia do Trabalhador tiveram que ser reduzidas devido à pandemia: os sindicalistas vão estar na rua, mas apenas em cerca de metade das localidades habituais e com poucos participantes.

Depois de discutir o assunto com o ministro da Administração Interna, com a ministra da Saúde e com as autoridades policiais, a central sindical marcou iniciativas de rua para 22 localidades do país, mas assegurou que não se vão realizar desfiles ou concentrações porque quer que sejam cumpridas as regras de segurança em vigor para evitar a propagação da covid-19, nomeadamente o distanciamento social.

a CGTP não apelou à participação da população em geral e até recomendou aos reformados que não participassem nas comemorações.

Por isso, este ano a CGTP não apelou à participação da população em geral e até recomendou aos reformados que não participassem nas comemorações.

As estruturas da Inter mobilizaram apenas dirigentes e ativistas sindicais para garantir o distanciamento de segurança e considera que estes estarão na rua, em representação de todos os trabalhadores, para afirmar as suas reivindicações.

Onde são as manifestações

As ações estão marcadas para jardins, largos e grandes avenidas. Eis a lista das cidades e os locais onde a CGTP estará presente, cerca das 15h:

1- Lisboa - Alameda Afonso Henriques

O grande palco junto à fonte luminosa será substituído pelo palco móvel da CGTP, com som incorporado, onde a secretária-geral, Isabel Camarinha, fará a sua intervenção político-sindical. Os elementos da Comissão Executiva não poderão subir ao palco, para manter o distanciamento, e vão ladear a viatura.

Os sindicalistas que participem na comemoração vão ocupar o amplo relvado, ocupando lugares marcados no solo, com quatro metros de intervalo, empunhando bandeiras sindicais.

2- Porto - Avenida dos Aliados

3- Vila Real - Praça do Município

4- Viseu - Rossio

5- Lamego - Avenida Dr. Alfredo Sousa

6- Mangualde - Largo Dr. Couto

7- Figueira da Foz - Praça 8 de maio

8- Évora - Templo de Diana

9- Faro - Rotunda do Fórum Algarve

10- Guarda - Alameda de Santo André

11- Seia - Rotunda

12- Leiria - Largo do Papa

13- Madeira - Avenida da Aviação, Funchal

14- Portalegre - Avenida das Forças Armadas

15- Santarém - Jardim da República

16 - Setúbal - Avenida Luísa Tody

17- Sines - Jardim das Descobertas

18- Viana do Castelo - Jardim Marginal

19- Aveiro - Largo do Rossio

20 -Beja - junto à Casa da Cultura

21- Braga - Largo do Toural

22- Castelo Branco - junto à Câmara Municipal

23- Covilhã - Jardim Público

24- Coimbra - Praça 8 de maio

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