Elementos detidos dos No Name Boys tinham dados de jornalistas e comentadores de TV

A investigação "Operação Sem Rosto" que levou à detenção de sete elementos dos No ​​​​​​​Name Boys está a averiguar eventuais ameaças a jornalistas, comentadores de TV e diretores de clubes por parte do mesmo grupo de indivíduos.

De acordo com fonte que está a acompanhar a investigação, e a que o DN teve acesso, o grupo dos sete elementos dos No Name Boys "terá a intenção de fazer mal a alguns jornalistas". Informação que está a ser apurada para saber se é uma ameaça ou se já houve algum ato sobre alguns dos visados", indicou a mesma fonte.

Durante a detenção, por parte da PSP, de sete elementos da claque No Name Boys, foram encontradas listas manuscritas com dados (moradas e matrículas de carro) de jornalistas, comentadores desportivos e diretores de clubes.

A PSP deteve sete elementos da claque No Name Boys. A ação policial visou o grupo organizado de adeptos do Sport Lisboa e Benfica pela prática de vários crimes graves desde maio do ano passado.

A PSP através do comissário Bruno Pereira indicou que, além de ações de violência nos estádios e proximidades, estes indivíduos planeavam, com grande organização prévia, o ataque a pessoas de clubes rivais. Tinham registo de moradas e viaturas dos seus alvos e usavam de grande violência.

"Ao longo de aproximadamente um ano, foram investigados vários crimes, entre eles, roubos, ofensas à integridade física qualificadas, danos e homicídio na forma tentada, praticados por um grupo de indivíduos pertencentes à claque No Name Boys", anunciou a PSP em comunicado.

"Havia ações claramente planeadas, orquestradas e é bem indicativo disso mesmo o facto de serem encontrados manuscritos com elementos de identificação e informações relacionados com jornalistas, pessoas com cargos de direção em clubes, comentadores de televisão, claramente demonstrativo daquilo que eram os impulsos que moviam estas ações e grau de planeamento prévio, que foge ao que é uma mera reação de oportunidade ou estímulo", explicou o comissário Bruno Pereira.

O comissário do Comando Metropolitano de Lisboa acrescentou que estão em causa um crime de homicídio na forma tentada, três de roubo, vários de ofensas à integradas física qualificadas - incluindo a agentes da autoridade e a adeptos de clubes estrangeiros -, dano e furto. Um dos casos é a agressão a um homem alegadamente pertencente à Juventude Leonina, em maio, em São João do Estoril, concelho de Cascais, confirmou o responsável.

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