Uma União fortalecida

Esta crise sanitária pôs em causa tanto do que tínhamos por adquirido e criou uma crise social e económica muito grave que temos ainda pela frente para resolver, juntos.

Mas confirmou que só atuando juntos, como União, conseguiremos dar resposta a desafios desta envergadura e com impacto tão avassalador.

Perante uma crise sem precedentes, a Comissão Europeia assumiu, desde o início, o papel de coordenação da resposta europeia. Mobilizámos todos os meios ao nosso dispor para ajudar os Estados membros e para colaborar nas suas respostas.

Colocámos todos os recursos à disposição, dos fundos de coesão ao investimento na inovação, do mecanismo de proteção civil à flexibilidade de regras orçamentais, para dar as respostas de emergência necessárias.

Durante este período de crise, os exemplos de solidariedade europeia são muitos, como os portugueses puderam testemunhar recentemente, com a chegada dos médicos e recursos alemães, franceses e luxemburgueses.

O nosso objetivo é claro: por um lado, trabalhar incansavelmente para garantir uma vacina segura e eficaz para todos para combater o coronavírus e regressar o mais depressa possível às nossas vidas normais. E, por outro lado, apoiar e recuperar a economia, as pessoas e as empresas, com base no NextGenerationEU.

Este é um mecanismo histórico que permite aos países europeus terem os recursos necessários para apoiar os cidadãos a sair da crise e dar o salto para a sociedade que queremos: mais resiliente, mais ecológica, mais digital e mais socialmente justa.

É de sublinhar que, em menos de um ano, desenvolvemos vacinas e já foram autorizadas na União Europeia (UE) três vacinas contra o vírus. A estratégia europeia foi uma estratégia acertada. É a única forma de garantir que todos os europeus, vivam em países com mais ou menos recursos, têm acesso às vacinas seguras e eficazes ao mesmo tempo.

Agora estamos a trabalhar para garantir que a indústria acompanha o ritmo da ciência e produz as vacinas nas quantidades necessárias, ao mesmo tempo que nos equipamos para responder às inevitáveis mutações do vírus.

E a nossa responsabilidade não termina nas fronteiras da Europa. Desde o primeiro dia que estamos no epicentro da resposta mundial à pandemia e registamos a entrega das primeiras vacinas em África no âmbito do Covax.

Do lado da recuperação, a Europa vai mobilizar 750 mil milhões de euros para todos os Estados-Membros. Isto soma-se ao novo orçamento europeu com todos os programas e fundos europeus. É um processo que tem corrido a uma grande velocidade, tendo em conta os processos democráticos que têm de ter lugar.

Os cidadãos europeus precisam de uma resposta com urgência. Importante lembrar que não estamos à espera deste mecanismo novo: muitos apoios europeus já estão a chegar à economia real, por exemplo, a apoiar na compra de equipamentos médicos, a manter empregos com programa SURE e a financiar inovação.

Temos de, juntos, garantir que aprendemos com os desafios, usamos bem os recursos que temos e que construímos juntos as competências de que precisamos para o futuro. Se a crise provou que o modelo social europeu e os seus sistemas de saúde são únicos na forma de proteger as pessoas quando mais precisam, mostrou também onde temos de investir para o melhorar.

Hoje, a Europa está unida na luta contra a covid-19. Continuamos unidos na recuperação e sabemos que este ano fortaleceu a nossa União.


Depoimento da representante da Comissão Europeia em Portugal para o especial "Um ano de covid-19 em Portugal"

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