Portugal e os Portugueses estão primeiro

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O início de um novo ano é sempre mais do que uma mudança no calendário. É um momento simbólico de recomeço, de renovação de energias e de reflexão coletiva sobre o caminho que queremos seguir enquanto país. Entramos em 2026 com expectativas legítimas, com vontade de fazer diferente e com a consciência de que Portugal atravessa um momento decisivo da sua história democrática, social e política.

Depois de anos marcados por promessas não cumpridas, por uma degradação progressiva dos serviços públicos, por uma pressão fiscal sufocante sobre quem trabalha e por uma crescente sensação de injustiça, muitos portugueses sentem que chegou o tempo da mudança. Não uma rutura irresponsável, mas uma rutura clara com um sistema instalado que se esgotou em si mesmo e que deixou de responder às necessidades reais das pessoas.

É neste contexto que se aproxima um dos momentos mais relevantes da vida democrática nacional, as eleições presidenciais de 18 de janeiro. A campanha oficial arranca entre os dias 4 e 16 de janeiro, mas o debate político e a preparação do terreno já estão em curso. As sondagens apontam para um cenário de equilíbrio na primeira volta, com vários candidatos a disputarem um lugar na passagem à segunda volta. Ainda assim, uma realidade começa a tornar-se evidente, a presença de André Ventura na segunda volta surge, hoje, como um dado praticamente adquirido, enquanto os restantes candidatos se confrontam entre si na tentativa de acompanhar essa dinâmica.

André Ventura é, neste momento, o único candidato que rompe verdadeiramente com o sistema político instalado. Não representa consensos artificiais, nem carreiras construídas à sombra do poder. Representa uma candidatura de missão, não de cargos. Uma candidatura que assume, sem ambiguidades, que Portugal precisa de mudar de rumo e que essa mudança exige coragem, frontalidade e responsabilidade.

A sua candidatura afirma-se como a candidatura dos portugueses comuns, aqueles que trabalham, descontam, cumprem regras e sentem que o Estado deixou de estar do seu lado. Dos idosos que veem as suas pensões insuficientes, da classe média esmagada por impostos, dos jovens sem acesso à habitação e as oportunidades de trabalho, das famílias que enfrentam dificuldades crescentes no acesso à saúde, à educação e à segurança. É uma candidatura que coloca os portugueses em primeiro lugar, recusando ceder a pressões de minorias ruidosas que tantas vezes condicionam a agenda política nacional.

Num momento em que muitos candidatos apresentam discursos cautelosos, calculados e vazios, há quem assume posições claras. Contra a corrupção, contra a imigração descontrolada, contra a impunidade e contra a banalização da autoridade do Estado. Não para fragilizar o Estado de direito, mas precisamente para o fazer funcionar como deve funcionar, com justiça, igualdade perante a lei e consequências para quem viola as regras.

O novo ano traz consigo desafios exigentes, mas também uma oportunidade rara, escolher um Presidente da República que não seja apenas um gestor de equilíbrios, mas um verdadeiro garante da Constituição, da soberania e da dignidade nacional. Um Presidente que não se limite a comentar a realidade, mas que tenha coragem de a confrontar.

2026 começa com esperança renovada e com uma certeza crescente entre muitos portugueses que esta eleição não é apenas mais uma. É uma escolha entre continuar tudo igual ou abrir um novo ciclo político. Um ciclo de exigência, verdade e compromisso com o país real.

Portugal precisa de mudança, e, neste novo ano que agora começa, estou certo que inevitavelmente ocorrerá. Feliz 2026!

Economista e deputado à Assembleia da República

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