"É-VAR" é humano!

Cada segundo tem 25 frames. Mas há quem diga que são só 24, mas isso seria para outro texto. Não para este!

Parar a imagem significa parar a imagem num desses 25 frames.

Se o corpo se movimenta nesses 25 frames, quem nos diz que o VAR pára no frame exacto?

E pára quando o pé toca na bola? E como se mede? Se 1 segundo são 25 imagens, os tais frames, mede-se no momento que o pé toca na bola? Ou no momento que a bola sai do pé? A escolha deste frame tem implicações na posição do avançado! Não?

E a espessura da linha? Mede-se no centro da linha? Nas extremidades? Porque havendo espessura... um hairline não é uma linha de 2 ou 5 pontos. Qualquer entendido em imagem sabe disso! Quanto mais espessa a linha... vocês percebem! Não?

Em cima do pé? À tangente do pé?

E se for uma camisola? E se a camisola estiver larga? Conta no limite do tecido? Ou no limite do tronco do atleta?

E o cabelo? Se o jogador tiver um penteado, digamos que mais elaborado, ou comprido, com o movimento o cabelo poderá estar... em fora de jogo. Mas o cabelo... ninguém marca golos com o cabelo! Marca?

E a perspectiva? Ou será paralela? Perpendicular não é de certeza, e aqui sim: estamos de acordo.

A posição da linha conta, pois mais milímetro, menos milímetro... tudo influencia. Tudo! Onde se coloca o ponto de fuga? Sim. Ponto de fuga... da linha. A tal linha que o VAR acrescenta ao écran.

Não sei... são demasiadas perguntas. Demasiadas variáveis.

O que sei, é que o VAR acrescenta. E acrescenta mesmo? Agora fiquei com dúvidas..., mas no fim do dia eu agradeço, porque quando é o meu clube a perder um campeonato com um golo de cabeça em fora de jogo é mau. Muito mau! Lembram-se disso?

Na verdade, eu queixo-me das paragens excessivas. Da incerteza. Muitas vezes das injustiças. Quase sempre das injustiças. Até daquelas que só são injustiças... para mim.

Chegaremos ao dia que teremos um VAR a analisar... o VAR! Será?

E não há nada a fazer porque a máquina não decide sozinha.

A máquina decide sim, com a ajuda de um humano. E o erro é algo que nos assiste. E por vezes em demasiado.

É caso para dizer que "o VAR é humano"!

Designer, director do IADE - Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia

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