Meu querido mês de agosto

Começa hoje um dos meses mais esperados do ano. Agosto é um mês atípico e antagónico. Por um lado, tempo de regresso dos que visitam Portugal todos os anos (tendo cá ou não as suas raízes), do calor, do campeonato de futebol ou da calma ao invés da azáfama típica dos meses anteriores. Por outro, é um mês em que milhões de pessoas partem para férias, seja para fora ou para fora cá dentro.

Agosto é também para muitos altura de regresso de férias. São cada vez mais os "amantes" do trabalho durante este período. Aproveitando o descanso da maioria, "livram-se" das filas de trânsito e tornam-se mais produtivos pela acalmia que conota este mês.

Assim, entre um país quase encerrado para férias, os que escolhem trabalhar e os que estão envolvidos em trabalho típico de verão, há, de facto, uma certa contrariedade de rumos.

Depois existem no país setores que tradicionalmente se encontram fortemente ligados a esta época estival, sendo o turismo o mais óbvio. Ano após ano, o prosperar desta área estratégica para Portugal deve-se ao investimento feito pelos operadores, a quem nos visita (onde se incluem cada vez mais nacionais) e aos que prestam o serviço.

Este mês (bem como os restantes do quadrimestre) é fundamental para os resultados anuais com que Portugal se apresentará ao mundo e que tanto impacto acabam por ter na economia. Ainda hoje se analisaram os números fornecidos pela Associação Hoteleira do Algarve com resultados muito positivos, revelando a elevada procura e o consequente esgotar das unidades locais.

As medidas corretas e ajustadas em termos de combate ao covid-19, as que se implementaram especificamente para a entrada de turistas no país, permitiram a retoma do turismo e a reafirmação de Portugal como o destino de excelência e confiança que já era antes dos malogrados tempos de pandemia.

Contudo, há ainda muitas outras áreas que não têm qualquer descanso durante agosto. Os bombeiros e a Proteção Civil não só dão o melhor de si como por vezes parecem ter superpoderes nesta altura do ano. Outra, por exemplo, é o Ensino Superior onde tudo funciona nesta fase a todo o vapor não fosse esta a etapa de candidaturas de acesso.

O mesmo sucede com o desporto rei, que começa a movimentar as massas de adeptos pelos estádios com as apresentações e consequentes jogos iniciais da época. É a partir de agora que começam os sonhos legítimos pela conquista do campeonato.

É importante apreender que esta retoma da atividade normal, a todos os níveis, exige ainda uma preparação dos tempos que se seguem. Com o aumento da inflação e das taxas de juro, estão a ser tomadas medidas que se materializarão no próximo Orçamento de Estado para que as famílias possam recuperar ou manter o poder de compra. Essa tarefa implica em grande medida a ausência de férias (pelo menos por agora).

No momento certo será necessário ter alinhada a mais importante ferramenta de gestão do país: o Orçamento de Estado. Esse, espera-se que vá ao encontro do que é exigido, ou seja, que consiga mitigar parte das pesadas consequências da guerra que ainda se vive na Europa. É um desígnio complexo, mas que o governo tem como prioritário para assegurar o bem-estar coletivo e a paz social.

O objetivo macro é mais ou menos o mesmo e passa por manter Portugal na senda do progresso, do desenvolvimento e um marco de tolerância para a Europa e o Mundo.

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