Tinha pensado dedicar este texto aos trabalhadores do Montepio Geral. Uma instituição financeira mutualista e urbana, assente numa comunidade de afetos entre os associados (da Mutualista), os clientes, os trabalhadores e os gestores do banco. Dado o seu carácter e origens urbanas (de associados trabalhadores por conta de outrem ou profissionais liberais), concorre contra os grandes bancos em ambientes muito exigentes. Não tendo as vantagens da escala, do acesso aos mercados de capital, ou a sinergia com a casa-mãe, é notável a mera sobrevivência.Mas o banco Montepio Geral fez, e faz, muito mais que isso. Fez uma reestruturação profunda, potencialmente dolorosa, em paz social. Recuperou níveis de rendibilidade muito razoáveis. Resolveu o tema da malsucedida expansão para Angola. Continuou relevante para mais de 600 mil pessoas.Ao presidente da comissão executiva do banco, Pedro Leitão, à sua equipa de gestão, aos trabalhadores, clientes e reguladores, muito agradecem os contribuintes.Mas, no rescaldo da primeira volta das eleições presidenciais, queria dedicar este artigo a duas mulheres que influenciaram, e muito, este desfecho preliminar do ato eleitoral.Os portugueses deram um rotundo “Não” aos candidatos que ameaçaram aquilo que entendem ser os seus direitos mais básicos: emprego, assistência médica e reforma.Rejeitaram aqueles que pretendiam tornar mais precários estes direitos, bem como os candidatos que, relativamente a estes aspetos, não foram capazes de afirmar uma posição sem tibieza.Recusaram, também, quem surgiu, justa ou injustamente, colado às posições oficiais do Governo de Luís Montenegro.Não foi o voto útil à esquerda, ou o medo de André Ventura, quem destruiu os sonhos de Luís Marques Mendes.Foram as ministras do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e da Saúde: Maria do Rosário e Ana Paula. Presidente do SNQTB