As eleições presidenciais de 18 de janeiro não são apenas mais um momento eleitoral. São, acima de tudo, uma escolha determinante sobre o caminho que Portugal quer seguir. Pela primeira vez em décadas, os portugueses não são chamados apenas a escolher um nome, mas a decidir entre a continuidade de um sistema esgotado e a possibilidade real de mudança.O cenário é claro. As sondagens apontam para uma eleição renhida, com a forte probabilidade de uma segunda volta que envolverá André Ventura e um candidato do bloco do sistema, seja ele apresentado sob a máscara da moderação ou do consenso. O que está em causa não é um confronto de personalidades, mas um verdadeiro debate entre duas visões opostas de país.André Ventura é hoje o único candidato que rompe verdadeiramente com o ciclo político que marcou os últimos 50 anos. Um ciclo feito de promessas repetidas, de alternâncias artificiais entre esquerda e direita institucional e de uma política que se afastou progressivamente das preocupações reais dos portugueses. A sua candidatura não nasce do conforto do sistema, nasce do confronto com ele.A campanha tem sido clara, direta e mobilizadora. E os números não mentem. André Ventura apresenta resultados consistentes, cresce em todos os segmentos da sociedade e prova que há um eleitorado cada vez mais consciente, exigente e cansado de discursos vazios. Esta não é uma candidatura de circunstância; é uma candidatura de missão.Chegados a este ponto, também os partidos que se dizem de direita têm de fazer uma escolha clara. Ou assumem, sem ambiguidades, o apoio ao único candidato que representa uma alternativa real à esquerda e ao sistema instalado, ou continuam a alimentar a ilusão de neutralidade enquanto, na prática, facilitam a manutenção do mesmo modelo político que dizem criticar. Não há espaço para equívocos: ou se está do lado da mudança ou se está do lado da continuidade.André Ventura tem demonstrado uma postura firme, coerente e corajosa. Não recua quando é atacado, não se esconde quando é pressionado e não suaviza o discurso para agradar a interesses instalados. É precisamente por isso que incomoda. E é precisamente por isso que mobiliza.Portugal precisa de um Presidente que não seja apenas um moderador silencioso, mas um garante ativo da soberania, da justiça e da verdade democrática. Um Presidente que questione, que exija e que não pactue com a mediocridade política.No dia 18 de janeiro, os portugueses têm nas mãos uma decisão histórica. Escolher André Ventura é escolher romper com o passado e abrir um novo capítulo na democracia portuguesa. Não por impulso, mas por convicção. Não por protesto, mas por esperança, e a mudança está ao alcance. Deixamos na mão dos Portugueses decidir se querem continuar a adiar o futuro ou se têm a coragem de o enfrentar com garra e firmeza. Economista e deputado à Assembleia da República