Os factos para lá da propaganda fazem soar sinais de alarme. A União Europeia (UE) não está apenas apostada em prolongar a guerra na Ucrânia, negando qualquer contributo para construir soluções de paz e segurança coletiva que são necessárias para aquele país e para todo o continente europeu.O que a UE tem neste momento em marcha é uma perigosíssima escalada da guerra, acrescentando novos elementos de confrontação que ameaçam o futuro de todos os povos europeus.A Ucrânia e o povo ucraniano são usados como carne para canhão nessa política de confrontação. Os milhares de mortos e a destruição já existente não pesam nas contas de Bruxelas. A UE insiste que a única solução que aceita é militar e que a guerra tem de continuar.De Bruxelas só se ouve crítica e caricatura a todo e qualquer movimento que seja feito ou proposto para se alcançar uma solução política e diplomática. A UE protesta por ser posta de parte de todas as mesas de negociação, mas de paz só fala como pretexto para continuar a mandar disparar.Alternando com os Estados Unidos no protagonismo da deriva belicista, a UE eleva agora o patamar para níveis de insanidade.Comissão Europeia, Conselho Europeu e a grande maioria do Parlamento Europeu tomam decisões nas quais inscrevem a intenção de bombardear o território de uma potência nuclear utilizando armamento de precisão e longo alcance. Preparam, para esse caminho, sapatos de ouro com que hão-de calçar as multinacionais do armamento. Justificam cegamente essas decisões com argumentos que põem em risco as cidades europeias como alvos de uma potencial resposta àqueles bombardeamentos. Desprezam completamente todos os factos e argumentos de racionalidade que mostram a insanidade do passo que pretendem tomar. Impedem o debate aberto na discussão dessas decisões. Escondem dos povos o desastre que estão a provocar.Os povos dos países que integram a UE arriscam ver o seu futuro ainda mais sacrificado com o envolvimento numa guerra para a qual estão a ser empurrados a alta velocidade. Os problemas económicos e sociais que atingem o seu dia-a-dia de nada importam. E não podem confiar na sua solução, porque o dinheiro que faz falta a essa resposta está a ser desviado para o negócio da produção das armas que trarão apenas mais morte e destruição.A UE suplanta já os EUA nos gastos com a guerra na Ucrânia. São 193 mil milhões de euros que saíram dos cofres de Bruxelas nos últimos quatro anos para sustentar a loucura desse negócio bilionário da guerra. Somam-se agora mais 90 mil milhões para financiar o delírio desta escalada defendida e sustentada pela UE. Paga o orçamento da UE, o que é o mesmo que dizer que pagam os povos com as suas condições de vida.E pagarão com as suas próprias vidas a menos que se levantem para impor as soluções de paz de que os falcões da guerra não querem ouvir falar quando se sentam à mesa dos conselhos de ministros ou das instituições da UE. Escreve sem aplicação do novo Acordo Ortográfico