Novidades de Macau

Wang Suoying

Prof.ª Auxiliar aposentada da Universidade de Aveiro e Presidente da Associação Portuguesa dos Amigos da Cultura Chinesa

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Depois de ter percorrido um longo roteiro passando por Yunnan, Tibete e outras localidades, o nosso grupo de visita de estudo à China chegou finalmente a Hengqin, uma parte de Zhuhai que parecia uma cidade moderna cuja construção em ilhas Hengqin, atrasadas, começou em 2009, no âmbito da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin desde 2021, com grande dinamismo económico e com um posto de controlo para entrada e saída de Macau.

Com dois anos de trabalho em Macau e algumas visitas posteriores, atravessei imensas vezes a fronteira Macau-Zhuhai pelas Portas do Cerco, onde tinha de passar pelo controlo de Macau e fazer uma caminhada com malas para chegar ao controlo de Zhuhai, ou vice-versa. Mas o posto de Hengqin apresenta um processo totalmente diferente: num enorme salão moderno passámos com malas pelo controlo de Zhuhai e depois, para grande surpresa nossa, o controlo de Macau estava mesmo ao lado, separado apenas por um vidro.

Quando saímos de Macau via Ilha Artificial, ou posto da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, era o mesmo sistema de dois controlos num posto, mas com dois destinos a optar: Zhuhai e Hong Kong. A passagem era tão fácil, sendo realmente uma  novidade para mim.

Logo no dia seguinte da nossa chegada, fomos visitar a Macau University of Science and Technology (MUST) e deparei-me com outra novidade: existem agora dez estabelecimentos de Ensino Superior, em contraste com uma, Universidade Ásia Oriental (hoje Universidade de Macau), em 1987 quando trabalhava em Macau. Fundada em 2000, a MUST tem conhecido grandes desenvolvimentos fabricando até um satélite lançado em 2023.

Vimos grandes filas de novos alunos a fazer matrícula, levando malas muitos grandes, a revelar que vinham de outras partes da China.

Tivemos um convívio alegre com professores e alunos do Departamento dos Estudos Portugueses, a ver vídeos sobre Macau, sendo alguns feitos pelos alunos chineses a apresentar, em português, temas referentes à cultura portuguesa em Macau, como a língua, a gastronomia, etc. Seguiu-se uma sessão de perguntas e respostas em  português entre visitantes e alunos. A conversa era tão animada que até pedimos para adiar o almoço e todos concluímos que era o ponto alto da nossa viagem.

A senhora Zhang, nossa guia, falou-nos de Macau com orgulho: em relação ao bem-estar do povo, Macau ocupa o 2.º lugar entre países ou zonas da Ásia, superado apenas por Brunei; boas políticas de assistência médica gratuita, sobretudo para idosos e doentes de cancro e problemas mentais; Educação gratuita durante 15 anos e pedidos de subsídios a estudos; subsídio anual em dinheiro, pensão para idosos... Essas novidades foram confirmadas e complementadas pelos meus amigos de Macau.

Esta visita a Macau foi um projeto conjunto da Fundação Macau e da nossa Associação, com a participação de 35 sócios e/ou discentes de chinês, entre os quais muitos pisaram pela primeira vez esta terra longínqua pela qual a China e Portugal cruzaram o seu caminho e a sua sorte durante séculos.

Forneceu-nos, gente simples de Portugal, uma oportunidade de aprofundar a compreensão do desenvolvimento e da realidade de Macau em todas as áreas.

Graças à Fundação Macau, constatámos emocionados, com os próprios olhos,a prosperidade e a estabilidade de Macau, a felicidade e a satisfação do seu povo, a valorização do seu governo da cultura portuguesa e a integração harmoniosa das duas culturas, o que resultou num consenso total: “Depois de voltarmos para Portugal, vamos divulgar com empenho o que vimos e sentimos em Macau − um autêntico exemplo da prática bem-sucedida de 'um país, dois sistemas'.”

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