É alguém que critica o Papa Leão XIV por apelar à Paz e não à Guerra. E que afirma que a construção da UE teve como grande objectivo a destruição dos EUA.E que apoia os que, na Europa, estão mais próximos do sr. Putin, a começar pela AfD alemã e a continuar no sr. Orbán, na Hungria.Defende, ainda, a anexação do Canadá – um país teoricamente seu aliado - pelos EUA.Como defende a anexação da Gronelândia, parte integrante da Dinamarca, um país europeu tido como aliado, pelos ditos EUA.Critica as decisões do Supremo Tribunal dos EUA sempre que as mesmas são contrárias à sua vontade própria, explicando que a decisão presidencial deve sempre prevalecer, chegando ao ponto de apelidar de “canalhas” os membros do sobredito tribunal.Põe publicamente em causa as decisões dos árbitros em competições desportivas.É capaz de aumentar os direitos aduaneiros sobre automóveis europeus exportados para os EUA se, porventura, não apreciar uma dada entrevista do chanceler alemão.Não tem qualquer sentido de Estado, ignora que a Espanha não pertence ao conjunto dos BRICS, bem como o verdadeiro significado de uma União Aduaneira, como a Europeia, ou as consequências da aplicação de um Modelo de Substituição de Importações para a economia de um dado país.Reconduz a prioridade da gestão dos assuntos da Casa Branca à construção de um Salão de Baile e à realização de espectáculos de “luta livre” nos seus jardins.Confunde designação de delegações de negociação de paz com delegações de negociantes de vantagens económico-financeiras, substituindo diplomatas por meros “homens de negócios”.Defende a perspectiva de que a Rússia não representa um perigo para a Europa e para o Ocidente.Defende a ideia de que Taiwan está muito longe dos EUA e que, portanto, talvez seja de deixar de apoiar Taiwan face a uma incursão chinesa.Defende uma política externa exclusivamente ditada por interesses e não por valores e pensa que quem age de outro modo está a prejudicar o seu próprio país.Há, ainda, quem diga que o perigo para a democracia americana está na “crise do Cristianismo” e não na “praxis” de Trump. O autor desta modesta prosa é dos que acreditam mais no Cristianismo nos EUA do que na “praxis trumpista”.Fernando Pessoa dizia que, em determinadas circunstâncias, “deveríamos agir como se Deus não existisse, embora pensando sempre que Deus existe”.Trump diria que deveríamos sempre agir como se Deus não exista, evitando sempre pensar no significado da sua existência.É assim, é o “líder“ do Mundo Ocidental que temos. Que alguns merecem, mas que muitos, muitos mesmo, não merecem.Nem mais, nem menos… PS - O autor do presente artigo só voltará a publicar as suas contribuições escritas no próximo dia 4 de Setembro, sexta-feira, uma vez que estará de férias no mês de Agosto. Escreve sem aplicação do Acordo Ortográfico