O “Cristão Ronaldo” – Não é Futebol, é Política!

Raúl M. Braga Pires

Politólogo arabista. Professor no Instituto Piaget de Almada

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“O nome Cristiano tem origem no latim Christianus, literalmente ‘Seguidor de Cristo’, ou ‘Cristão’. Desse ponto de vista a mais recente ida de portugueses com nomes bíblicos para a Arábia Saudita, tem tido traços prosélitos, já que a partir de 2022, os estádios começaram a gritar por ‘Cristão’ Ronaldo, e a partir de 2025, nas ruas passou a ouvir-se ‘Jesus, I love you’, isto, citando o próprio Jorge Jesus!”

Eis o primeiro parágrafo, da publicação Diário de Bordo, que assino, com lançamento programado para 18 de novembro, sob o título, O Cristão Ronaldo - Não é Futebol, é Política!

Precisamente, a política saudita, na contratação de um káfir, como resultou, e como um cristão foi instrumental na “reforma MBSsiana do reino guardião e protector, dos lugares santos do Islão”, são o foco e não o golo mil. Quanto a esse, lá para o fim, também o considero, enquanto política e não enquanto recorde de almanaque:

“Neste preciso momento, a pressão deverá estar aqui. Os sauditas querem um trofeu, um recorde, uma referência, um retrato intemporal de uma época, de um investimento!”

Por aqui andarei, nesta “Salman Arabia das Maravilhas”, do PIF e respectivas vulnerabilidades do “sistema e da cosmética”, perante as “ameixas houthis” que agora caiem sobre o aeroporto de Riade. Assim, de repente:

“Para quem nada, do verbo nadar, num oceano de dólares, deverá pensar como os portugueses de 600 e 700, quando nadavam num oceano de prata, ouro e mirra. O incenso torna-se intenso e Baco desce dos céus, vai buscar um retroprojetor a 1980 e passa diapositivos de relvados no deserto, irrigados por água de Zam-zam, enquanto uma riviera, lá ao fundo, liga o Paço ao Mar Vermelho, num boulevard único de nome Billionaires Row!

Foi para esta celebração que Cristão Ronaldo foi contratado, para dar ainda mais brilho aos mármores e ao marfim.”

O outro lado da moeda:

“Face à guerra em curso, especula-se também, que o foco da nova estratégia, terá âncoras num reforço do investimento na indústria, minerais, Inteligência Artificial e turismo, enquanto reduz ao exequível, megalomanias como o mencionado The Line, um centro de desportos de Inverno, o Trojena, e um arranha-céus em forma de cubo;

A confirmar-se nos próximos dias as especulações aqui aventadas, trata-se de um necessário recalibrar da Visão-2030, ex-líbris da mudança geracional saudita e de um foco, no século XXII”.

Quis O Altíssimo, que os atrasos raulescos, permitam uma análise, mais próxima das actuais novelas, “Cristão Ronaldo na Lusitânia”, e o “primos contra primos”, que xiitas contra sunitas, representam no Golfo Pérsico!

Obrigado Paulo Noguês, Editor e Amigo, que me guia com silêncios. Muito obrigado!.

Escreve de acordo com a antiga ortografia

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