De 1998, ficou-me a imagem de um presidente (PR) americano, Bill Clinton, a responder ao Grande Júri, em pleno escândalo Lewinsky, enquanto em simultâneo, decorria o ataque a uma fábrica de químicos, não longe de Cartum, confirmando o início da caça ao então desconhecido Bin Laden!Nesse 20 de agosto, caso tivesse a possibilidade de um Back to the Future e fosse a 2026, encontraria um déjà vu! Upgraded, “com esteroides”, em português, mas déjà vu, e com os mesmos ingredientes. Escândalo sexual, um PR com “cabelos de palha”, vulnerável à chantagem da(s) corte(s) e a fuga para a frente, enquanto opção dos poderosos.Equivalente a 1998, porque o ataque israelo-americano ao Irão é essencialmente uma trilionária cortina-de-fumo, para dois poderosos não responderem em tribunal, Donald e Benjamin, assim mesmo!Este “brincar com o fogo”, não encobre apenas estes desonestos, mas distrai-nos doutros essenciais, doutras matanças. As guerras na República do Sudão e na República Democrática do Congo (RDC), esta última com presidenciais ontem, desapareceram da agenda mainstream. Objectivo atingido!Alguns dados do mainstream que devem importarA RDC foi a eleições ontem e um quinto mandato do PR Denis Sassou Nguesso’s, 82, deverá ser confirmado durante a semana. Resta-me acrescentar que tinha eu 15 anos quando a “colonização do cobre” começou e de mineral novo em mineral novo, o Ruanda acabou mesmo por anexar os Kivus, norte e sul, sendo o M23 o Al Capone que actualmente gere uma máfia transversal que tem ditado o ritmo da extracção, com base num ‘quanto maior a instabilidade e o conflito’, maiores as quantidades de “ferro” que saem pela “porta do cavalo”, com destino a quem paga para pertencer ao clube. E estamos lá todos, e todos beneficiamos com a gestão desta agenda. O problema é o preço da gasolina, mas o caos no Pingo Doce dá-se quando acaba o papel higiénico. Estamos prontos!A guerra no Sudão, não está de todo desligada do Médio Oriente e da sua condição, já que os aliados Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, actualmente contra o Irão, são rivais na guerra do Sudão! Porquê? A disputa por território nesta África, significa mais hortas para quem ganhar. Ou seja, no deserto não se produzem batatas, alfaces, feijão, etc. O Sudão é o “celeiro das arábias”, nas mãos de latifundiários do golfo, que se foram tornando senhores da guerra! Com 34 milhões de pessoas, já contabilizadas este ano, a precisar de ajuda humanitária, será preciso colocar lá uma câmara que capte este esgoto humano, o transmita e nos faça rejeitar a plutocracia que nos tentam impor! Escreve de acordo com a antiga ortografia