A Figura do Dia. Pete Hegseth é o “mal”

Luís Osório

Escritor, jornalista e cronista

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Quando o Secretário da Guerra americano me entra pela casa, procuro o comando para o desmaterializar. Faço-o por repulsa, por incapacidade de tolerar uma energia que contamina, um veneno diabólico que se multiplica.

Pete Hegseth é o “mal”, uma sombra de filme de terror, um toque a reunir das bruxas de todas as encruzilhadas. Pergunto-me da razão para que tantos de nós não percebam o “mal” quando o veem tão mal mascarado.

Pete Hegseth "tem o corpo tatuado a ódio. No peito, a Cruz de Jerusalém. Nos bíceps, a frase que era o grito dos Cruzados antes  a matança: 'Deus o Quer.' Num braço, a palavra 'Infiel' escrita como se a tinta fosse sangue."
Pete Hegseth "tem o corpo tatuado a ódio. No peito, a Cruz de Jerusalém. Nos bíceps, a frase que era o grito dos Cruzados antes a matança: 'Deus o Quer.' Num braço, a palavra 'Infiel' escrita como se a tinta fosse sangue." FOTO: Yuri Gripas / EPA

É um fanático. Como outros na Administração americana. Acabará mal como todos os ícaros, mas até à sua queda fará o que for preciso para abocanhar a fatia maior do bolo que Trump distribui todas as manhãs ao mais fiel dos seus esfomeados lobos.

Tem o corpo tatuado a ódio. No peito, a Cruz de Jerusalém. Nos bíceps, a frase que era o grito dos Cruzados antes a matança: “Deus o Quer.” Num braço, a palavra “Infiel” escrita como se a tinta fosse sangue.

"Pete Hegseth é o 'mal', uma sombra de filme de terror, um toque a reunir das bruxas de todas as encruzilhadas. Pergunto-me da razão para que tantos de nós não percebam o 'mal' quando o veem tão mal mascarado."

Vendo a sua biografia, e a dos mais emblemáticos ditadores, sabemos algumas coisas que lhes são comuns: maltratados na infância, perversos, ressabiados e providencialistas. É lógico e compreensível que pessoas assim não desejem a democracia: deve ser-lhes insuportável aturar um regime onde são obrigados a respeitar os outros meninos e meninas do recreio.

Por isso, as vítimas, todas as vítimas dos fanáticos religiosos, são o preço justo a pagar, a conversão do mundo é a única coisa que conta. Um mundo sempre visto, aos seus olhos, como diabólico.

E o Diabo combate-se com fogo e martírio. Não é novo. É apenas humano, horrorosamente humano.

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