A maioria dos jogadores chegou ontem à concentração na Cidade do Futebol. Aconteceu o primeiro treino, o selecionador recebeu com um abraço cada um dos 20, Ruben Neves inaugurou as conferências de imprensa e Cristiano concentrou a maioria das atenções de funcionários e curiosos. Ninguém, nem mesmo ele, consegue o pleno das opiniões. Há sempre quem tenha, e com toda a legitimidade, opiniões alternativas.Havia crianças e avós à porta da cidade das estrelas. A acenar, a ver quem passava, à escuta do som das cilindradas das máquinas e a observar câmaras prontas a captar algum momento impossível de ser falhado.. Comovo-me sempre que vejo velhos na bola. Parecem outros e não eles próprios, como se o seu corpo fosse o resultado de um qualquer feitiço, crianças numa carapaça um bocadinho gasta. Os olhos brilham quando veem passar os craques, uma luz certamente parecida com a do tempo em que corriam de mochila às costas.Dentro da seleção há um outro homem habituado a ganhar. Como todos os vencedores, tem também perdas e quedas. Pedro Proença divide as águas como ninguém. É o tudo e o nada: implacável e empático, sonhador e realista, líder e solidário, arrogante e generoso. Mas se tivesse de defini-lo com uma única palavra escolheria “vencedor”..Pedro Proença "conquistou todas as batalhas em que se envolveu – na gestão, na arbitragem, na liderança da Liga e na conquista da Federação.".Conquistou todas as batalhas em que se envolveu – na gestão, na arbitragem, na liderança da Liga e na conquista da Federação. Será o seu primeiro Mundial como comandante do futebol português, não me admiraria se colocasse a nossa bandeira no vértice mais alto da montanha dos deuses.