Canoagem e automobilismo também projetam o país lá fora

Cecília Carmo

Editora Executiva do Diário de Notícias

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Acompanhar a Taça do Mundo de Canoagem de Velocidade e o Rali de Portugal é muito mais do que seguir duas competições desportivas. É acompanhar momentos em que Portugal se afirma internacionalmente através do talento dos seus atletas, da capacidade organizativa do país e da projeção da sua imagem além-fronteiras. São eventos diferentes na sua natureza, mas igualmente relevantes pelo impacto desportivo, económico, mediático e social que geram. E estão a acontecer até domingo.

No caso da canoagem de velocidade, existe um motivo evidente para o interesse nacional: Portugal apresenta-se ao mais alto nível mundial com atletas de referência internacional. Fernando Pimenta volta a liderar a seleção portuguesa na Taça do Mundo de Szeged, competição que decorre entre 8 e 10 de maio, integrando uma comitiva nacional de 16 atletas. A modalidade tem dado ao país grandes resultados ao longo dos últimos anos, com medalhas em Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos, tornando-se uma das disciplinas em que Portugal mais regularmente compete entre a elite mundial.

Acompanhar estas provas significa reconhecer o trabalho de atletas que representam Portugal ao mais alto nível e que ajudam a consolidar a reputação do desporto nacional. A canoagem portuguesa deixou há muito de ser uma modalidade de nicho para se transformar num exemplo de continuidade competitiva, exigência técnica e capacidade de formação. Quando atletas portugueses competem em finais internacionais, não estão apenas a lutar por medalhas: estão também a inspirar novos praticantes, a valorizar o investimento no desporto e a mostrar que Portugal consegue competir com as maiores potências mundiais. Estes são exemplos que devemos divulgar, respeitar e apoiar.

Já o Rali de Portugal assume uma dimensão diferente, mas igualmente importante. Trata-se de uma das provas mais emblemáticas do Campeonato do Mundo de Ralis, com reconhecimento internacional consolidado ao longo de décadas.

A competição integra novamente o calendário do WRC em 2026 e realiza-se até ao dia 10 de maio, com passagem por várias regiões do país. O impacto do evento vai muito além da competição automóvel: mobiliza milhares de espectadores, promove o turismo, dinamiza economias locais e coloca Portugal no centro das atenções mediáticas internacionais.

O Rali de Portugal é um exemplo de como o desporto pode funcionar como ferramenta de promoção territorial. As imagens das classificativas, das paisagens portuguesas e da enorme adesão do público circulam por todo o mundo. Além disso, o rali faz parte da identidade do desporto motorizado em Portugal, país onde esta modalidade mantém uma forte tradição e enorme acompanhamento popular. Vale a pena acompanhar.

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