A última chamada de Martínez e o teste ao “Guardiolismo”

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Aproximam-se as grandes decisões e Roberto Martínez anuncia esta sexta-feira, 20 de março, os jogadores que vai levar para os jogos particulares do outro lado do Atlântico frente ao México e aos Estados Unidos. Esta será a última lista antes da convocatória final para o Mundial 2026, que se realiza no verão.

Além de ir testar dois dos palcos do Campeonato do Mundo - os estádios Azteca, na Cidade do México, e o Mercedes-Benz, em Atlanta - estas partidas deviam servir para que o selecionador nacional tirasse algumas dúvidas e testasse alguns futebolistas que, nesta fase da temporada, se apresentam em grande forma e podem, afinal, ser úteis para a fase final.

No entanto, a avaliar pelas escolhas anteriores, é baixa a expectativa sobre a possibilidade de surgirem algumas surpresas, até porque os portugueses já se habituaram ao facto de o selecionador nacional ter um grupo fechado, como prova o facto de terem sido utilizados 26 jogadores na fase de apuramento, o mesmo número que poderá levar à fase final do Campeonato do Mundo, organizado por México, EUA e Canadá.

É certo que, além dos 26 atletas utilizados, foram chamados outros jogadores que, inexplicavelmente, nunca foram utilizados, como, por exemplo, os jovens Geovany Quenda e Rodrigo Mora, que ainda aguardam pela primeira internacionalização, algo que apenas 14 jogadores conseguiram em pouco mais de três anos de Martínez à frente da equipa das quinas.

Esta é a oportunidade do selecionador de abrir um pouco mais o leque e mostrar que, afinal, os horizontes são bem mais vastos.


Pep Guardiola: No domingo realiza-se a final da Taça da Liga de Inglaterra, que vai opor os dois primeiros classificados da Premier League: Arsenal e Manchester City. Mas mais do que saber quem vai suceder ao Newcastle como vencedor desta competição, importará saber em que estado estão as ideias de Pep Guardiola. O treinador catalão parece, nesta altura, cansado de tantos anos na ribalta e prova disso são os últimos resultados e a forma como começa a entrar em choque com os críticos.

Depois de uma época sem troféus conquistados, o Manchester City acaba de ser eliminado de forma incontestável da Liga dos Campeões por um Real Madrid com muitas baixas. E nos últimos cinco jogos apenas venceu um. Além disso, os nove pontos (menos um jogo) de atraso para o Arsenal na Premier League não deixam os adeptos muito otimistas.

Mas, mais do que os resultados, o Manchester City há muito que deixou de ser aquela equipa dominadora, que asfixiava os adversários com períodos intermináveis de posse de bola. Será que a identidade do “Guardiolismo” está a desvanecer-se ou será apenas uma crise? Esta resposta pode ser dada no domingo, no mítico estádio de Wembley, onde Mikel Arteta, discípulo de Guardiola, vai ter de mostrar que o seu Arsenal está pronto para deixar de ser a equipa do quase.

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