Hillary, as mulheres e a política

Ainda antes de vencer as eleições, Hillary Clinton já fez história: é a primeira mulher candidata à presidência dos EUA, por um dos dois grandes partidos do país.

As eleições presidenciais norte-americanas são sempre um acontecimento mundial. Mas as eleições do 45º ocupante da Casa Branca que terão lugar na terça-feira, 8 de novembro, são ainda mais especiais. Desde logo, pelo candidato do Partido Republicano que é tudo... menos um republicano. Donald Trump, ou simplesmente The Donald, arrebatou um partido desnorteado face à sua tradição e história. É difícil compreender a angústia sentida por muitos Republicanos que olham para Trump como se fosse um extraterrestre. Mas não é. The Donald tem sido capaz de não só sintonizar a frustração do eleitorado WASP face ao suposto benefício de uma economia global mas também de aproveitar uma divisão do partido entre o mainstream e a sua ala mais conservadora. Este debate interno tem sido preconizado por candidatos a candidatos como Jeb Bush e Ted Cruz, muitas vezes com uma virulência assustadora. Aliás, em bom rigor, só mesmo a figura de Donald Trump para nos fazer esquecer que o segundo candidato mais votado foi o senador do Texas, Ted Cruz. O Partido Republicano atravessa uma crise profunda que tem (e continuará a ter) consequências sistémicas no sistema político norte-americano. O presidente George W. Bush resumiu bem este sentimento de crise, quase de luta pela sobrevivência política, quando afirmou em abril: «Tenho receio de que possa ter sido o último presidente Republicano.»

Do lado democrata, temos também uma novidade, mas bem diferente. O partido do presidente Barack Obama quer ser mais uma vez pioneiro e eleger a primeira mulher presidente dos EUA: Hillary Rodham Clinton.

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