Escritores sempre em viagem

Na Feira do Livro de Lisboa, a decorrer, muitos escritores cruzar-se-ão no Parque Eduardo VII. Alguns chegaram há pouco de outros países, outros seguem dali para novas paragens. É assim a vida de muitos autores: em viagem. As suas carreiras internacionais passam por andar pelo mundo em apresentações, a dar palestras em universidades onde as suas obras são estudadas, a receber prémios e a participar em feiras e festivais. Nos intervalos, ainda conseguem escrever.

Estava a mais de 7500 quilómetros de casa quando, numa escola secundária, se deparou com um aluno de 8 anos igual a ele próprio: cabelo rapado, barba (postiça) e argola prateada na orelha esquerda. Debaixo do braço, o estudante de Medellín, na Colômbia, tinha o livro Contradição Humana. O autor, o português Afonso Cruz, estava ali para falar sobre a sua obra, e não podia ter tido melhor receção. «Ainda fomos os dois entrevistados para uma rádio local», diz o escritor. «Parecia o meu clone», lembra. «Tinham estado a estudar o meu livro nas aulas.» Na palestra que deu, ao ar livre, estavam 500 estudantes.

Foi em setembro do ano passado, a terceira vez que Afonso Cruz viajou à Colômbia, onde estão traduzidos cinco dos seus livros e as vendas são consideráveis. Os Livros Que Devoram o Meu Pai faz parte do plano de leitura nacional e o governo colombiano comprou 1500 exemplares de O Pintor Debaixo do Lava-Loiças para as escolas e as bibliotecas do país.

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