Zurique rejeita cabanas Ikea para os refugiados por serem incendiáveis

A maior cidade suíça renunciou a alojar os candidatos a asilo em cabanas Ikea horas depois da apresentação do projeto

O dia tinha começado bem, com a apresentação de 62 destas estruturas de 17,5 metros quadrados, prontas a montar, que teriam podido acolher 250 pessoas a partir de janeiro.

Algumas horas mais tarde, porém, testes mostraram que as cabanas construídas pelo gigante sueco de imobiliário em 'kit' eram "facilmente inflamáveis", segundo um comunicado da autarquia de Zurique.

"Temos de acolher 40% dos candidatos a asilo em mais de dois meses, pelo que temos de agir rapidamente para encontrar a melhor solução", justificou Raphael Golta, conselheiro municipal para os Assuntos Sociais, quando questionado pela televisão pública suíça RTS.

Estas pequenas casas, baratas e facilmente montáveis, fruto de uma colaboração entre a Ikea e o Alto-Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), já foram utilizadas às centenas em campos de refugiados no Chade, na Etiópia ou também no Iraque, segundo a página do projeto na Internet, "Better Shelter" (Melhor Abrigo).

Desde o verão passado, já foram montadas mais de 1.200 casas destas na Grécia, para procurar responder ao fluxo crescente de migrantes e refugiados, segundo a organização.

As autoridades cantonais suíças solicitaram uma inspeção do respeito das normas anti-incêndio, depois de um estudo alemão ter colocado esta semana dúvidas sobre a fiabilidade das informações dadas pelo ACNUR e por peritos suecos.

A Suíça, país com oito milhões de habitantes, deve acolher 39 mil candidatos a asilo em 2015, depois de 23 800 no ano anterior.

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