Vice-presidente de gigante imobiliário poupa para a primeira casa

Aos 30 anos, Alex Shih, está prestes a liderar a Centaline, que fatura 2,14 mil milhões por ano em comissões. Mas ainda não comprou apartamento. O pai, fundador da empresa, vai doar toda a fortuna à caridade

Duas em cada cinco vendas de imóveis em Hong Kong, um dos mercados imobiliários mais inflacionados do mundo, são mediadas pela Centaline. Em 2018, considerado um ano "difícil", a empresa imobiliária faturou 2,14 mil milhões de euros em comissões. Mas o seu vice-presidente, Alex Shih, ainda está a poupar para comprar o primeiro apartamento.

A história é contada pelo próprio à Bloomberg, e resume-se da seguinte forma: o seu pai Wing-Ching Shih, um dos fundadores deste império imobiliário, que continua a liderar, decidiu há mais de duas décadas que os três filhos não iriam receber um tostão da sua quota na empresa, atualmente avaliada em 356 milhões de euros. Toda a verba foi consignada a uma instituição de solidariedade que se dedica a projetos de alojamento na China. Quanto aos descendentes, considerou que teriam de fazer o seu próprio caminho.

"Pessoalmente, aceito a decisão", disse Alex à Bloomberg. Ele contou-nos quando éramos muito novos e não tivemos escolha. Disse-nos que era melhor não ter uma vida demasiado confortável de uma só vez. Que valorizamos mais as coisas que vamos ganhando passo a passo".

Ao contrário de outros ricos herdeiros de Honk Kong, Alex Shih e os irmãos não estudaram em colégios das classes altas, frequentando a escola pública. Mais tarde, o empresário formou-se na London School of Economicsa ansd Political Science mas garante ter começado de baixo na empresa, como vendedor.

Atualmente, e mesmo sendo apontado como sucessor do pai, atualmente com 70 anos, quando este se retirar - o que está previsto para o futuro próximo -, ocupa um pequeno gabinete, desprovido de luxos, e garante que continua a viver apenas de um salário e a ganhar menos do que muitos antigos colegas de faculdade.

Quando ganha não contou. Apenas que ainda não amealhou o suficiente para comprar o apartamento T2 que tem em mente, no bairro de "classe média" de West West Kowloon.

O facto de um apartamento com as caraterísticas que procura poder custar facilmente dez milhões de euros também não lhe facilitará a tarefa. Mas pode ser que o pai abra uma exceção e dê uma ajuda.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG