Uma família por detrás do atentado suicida numa esquadra em Surabaya

Quatro agentes e seis civis foram feridos no ataque à bomba na sede policial na cidade de Surabaya

Uma família de cinco pessoas, incluindo uma criança, está por detrás do atentado suicida que feriu hoje pelo menos dez pessoas em Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia, revelaram autoridades locais.

"Havia cinco pessoas em duas motos, uma delas era uma criança pequena. É uma família", disse o diretor da polícia nacional, Tito Karnavian, no dia seguinte a uma série de ataques a igrejas nesta cidade perpetrados por outra família.

A polícia indonésia disse que quatro agentes e seis civis foram feridos no ataque à bomba na sede policial na cidade de Surabaya.

Imagens do ataque mostram pelo menos uma explosão quando duas motos, cada uma com duas pessoas a bordo, entram num posto de segurança.

As filmagens do ataque de segunda-feira mostram as motocicletas a chegarem juntas, a estacionar ao lado de um carro e quatro oficiais a ocupar lados opostos do posto de segurança.

No momento da explosão, segundo as imagens, dois civis estão aparentemente a entrar no posto a poucos metros das motos, escreve a agência Associated Press (AP).

Uma fração de segundo após a primeira explosão é vista uma segunda explosão.

Uma pessoa escapa alegadamente com ferimentos graves e o destino da segunda pessoa vista não é claro, acrescenta a AP.

Três dos polícias do posto de controlo estão de pé ao lado das motocicletas quando a explosão acontece.

O ataque segue-se a atentados suicidas em três igrejas da cidade, no domingo, que mataram pelo menos oito pessoas que assistiam à missa, além das seis outras de uma das famílias que realizaram os atentados.

Os ataques de domingo foram os mais mortíferos na Indonésia desde os atentados de 2005 em Bali, nos quais morreram 20 pessoas e mais de 100 ficaram feridas.

O secretário-geral das Nações Unidas já condenou os atentados. Um porta-voz do secretário-geral da ONU divulgou um comunicado afirmando que António Guterres estava "chocado" com os relatos que indicavam que foram usadas crianças nos ataques de domingo.

O comunicado divulgado no domingo apresenta condolências às famílias das vítimas e diz que a ONU apoia os esforços da Indonésia para combater o extremismo e prevenir o terrorismo.

O primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull condenou hoje os ataques jihadistas na cidade de Surabaya e expressou a "maior solidariedade na luta contra o terrorismo".

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