Turista atacada no Rio de Janeiro diz que GPS indicou percurso por favela

Uma turista suíça que ficou ferida no domingo, após passar por engano numa favela do Rio de Janeiro, no Brasil, responsabilizou o sistema de GPS pela indicação do trajeto do bairro onde o seu namorado acabou baleado.

Segundo a imprensa local, a mulher suíça, na faixa etária dos 60 anos, prestou depoimento numa esquadra da polícia, na zona sul daquele estado, onde revelou que ela e o seu namorado, um suíço septuagenário, tentavam ir de carro para Paraty, uma pequena cidade entre o Rio de Janeiro e São Paulo, quando o GPS indicou o trajeto através da favela da Cidade Alta.

O casal sofreu uma tentativa de assalto à entrada daquele bairro, localizado na zona norte do Rio de Janeiro, tendo o homem sido baleado na zona do peito e a mulher ferida por estilhaços, acabando por embater com o carro num muro quando tentavam fugir do local.

"Na noite deste domingo, uma equipa da Polícia Militar passava pela Avenida Brasil, altura da Cidade Alta, quando foi abordada por um casal de turistas solicitando socorro. As vítimas (...) foram levadas ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde estão sob cuidados médicos", informou esta polícia na rede social Twitter.

O homem permanece internado no hospital e a sua namorada já recebeu alta.

À agência Associated Press, o porta-voz da Polícia Militar, Mauro Fliess, declarou que "o incidente ocorreu numa zona dominada por criminosos", acrescentando que "os turistas devem evitar a área".

Num comunicado a que o portal de notícias G1 teve acesso, o cônsul-geral da Suíça no Rio de Janeiro, Rudolf Wyss, anunciou que "está em contacto com as autoridades brasileiras e está a prestar o suporte necessário às vítimas".

Inicialmente, a imprensa local reportou que se tratava de um jovem casal, com pouco mais de 20 anos, tendo, mais tarde, corrigido essa informação.

Ao longo da manhã desta segunda-feira, a Polícia fez uma operação na região em que ocorreu o crime, para tentar localizar os atacantes.

Em 2015, um casal brasileiro seguiu o GPS até uma favela e uma mulher de 70 anos acabou morta a tiro.

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