Trump negoceia libertação de três americanos

O Presidente dos Estados Unidos avisa que pode cancelar o encontro com o líder norte-coreano se achar que não será produtivo

O Presidente dos EUA disse hoje que há uma "boa possibilidade" de libertar três norte-americanos presos na Coreia do Norte e adiantou que pode cancelar o encontro com o líder norte-coreano se achar que não será produtivo.

Estamos agora a negociar. É um tratamento muito duro aquele a que estão submetidos os norte-americanos na Coreia do Norte

Numa conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, no seu resort privado Mar-a-Lago, na Florida, Donald Trump disse que tem mantido "um bom diálogo" com os norte-coreanos sobre a matéria, mas não respondeu quando questionado se manteria o encontro com o líder da Coreia do Norte, Kim Jung-un, que pode vir a acontecer no início de junho ou até mesmo antes, se nessa altura os três norte-americanos ainda estiverem presos naquele país.

Trump espera que o encontro seja "um êxito mundial", mas está disposto a cancelá-lo se não se revelar bem-sucedido e a "abandonar respeitosamente" o encontro se não for produtivo

"Estamos agora a negociar. É um tratamento muito duro aquele a que estão submetidos os norte-americanos na Coreia do Norte", disse o presidente dos EUA.

Disse ainda que espera que o encontro seja "um êxito mundial", mas que está disposto a cancelá-lo se não se revelar bem-sucedido e a "abandonar respeitosamente" o encontro se não for produtivo.

Compromete-se a ajudar a libertar japoneses raptados por Pyongyang

Trump revelou que também irá ajudar a libertar cidadãos japoneses sequestrados nos anos 1970 e 1980 pela Coreia do Norte, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

"Vamos trabalhar no duro para tentar trazer de volta essas pessoas", afirmou.

Em 2002, a Coreia do Norte admitiu que raptou 13 japoneses para ensinar a língua e costumes do Japão aos seus espiões. Tóquio estima, no entanto, que foram sequestrados pelo menos 17 pessoas.

O número pode ser superior, visto que há 800 pessoas desaparecidas no Japão.

Aquela questão é fonte de tensões entre Tóquio e Pyongyang. Shinzo Abe agradeceu o apoio de Trump.

Em 2014, a Coreia do Norte comprometeu-se a investigar os sequestros de cidadãos japoneses, parte de um acordo negociado em Estocolmo.

Trump espera "ver o dia em que toda a península possa viver unida, com segurança e em paz"

Entretanto, as relações entre a Coreia do Norte e a comunidade deterioraram-se, perante a insistência de Pyongyang em avançar com um programa nuclear.

Trump disse ainda que espera "ver o dia em que toda a península possa viver unida, com segurança e em paz".

O diretor da CIA, agência de serviços secretos norte-americana, e secretário de Estado norte-americano nomeado, Mike Pompeo, viajou até à Coreia do Norte na semana antes da Páscoa para reunir-se com Kim Jung-un, um encontro de alto nível que serviu para preparar a reunião com Trump.

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