Trump pede ao Senado que vote "sem demora" para o Supremo Tribunal

Morte da juíza Ruth Ginsburg lançou corrida a vaga no Supremo

O candidato democrata à presidência, Joe Biden, defendeu que qualquer votação deve ocorrer depois das eleições presidenciais de 3 de novembro.

Mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, exortou este sábado o Senado a indicar "sem demora" o nome para a vaga do Supremo Tribunal, deixada livre na sequência da morte da juíza Ruth Bader Ginsburg.

"Estamos nestes lugares de poder para tomar decisões para as pessoas que nos elegeram", escreveu Trump no Twitter, acrescentando que "a mais importante é a escolha dos juízes do Supremo Tribunal".

O presidente do Senado, o republicano Mitch McConnell, horas depois da morte de Ginsburg, disse, na sexta-feira, que iria pedir uma votação para quem quer que Trump indicasse.

Os conservadores possuem uma maioria no Senado e poderão nomear um juíz alinhado com os seus interesses ainda antes das das eleições, desequilibrando o atual figurino do Supremo Tribunal.

O candidato democrata à presidência, Joe Biden, defendeu que qualquer votação deve ocorrer depois das eleições presidenciais de 03 de novembro, à semelhança do que McConnell tinha imposto em 2016 quando os democratas não puderam apresentar um nome para ser escolhido por Obama.

A juíza, que criticou Donald Trump na campanha de 2016, a mais velha da ala liberal, morreu na sexta-feira aos 87 anos de "complicações causadas por um cancro do pâncreas".

Em julho, Ginsburg tinha anunciado que estava a fazer quimioterapia para lesões no fígado, a última das várias batalhas que travou contra o cancro desde 1999.

Nos últimos anos como juíza do Supremo Tribunal, Ginsburg, conhecida pelas iniciais "RBG", afirmou-se como líder inquestionável da ala progressista da instituição e na defesa dos direitos das mulheres e das minorias, conquistando admiradores entre várias camadas da população norte-americana.

A morte da juíza representa um duro golpe para os progressistas norte-americanos e poderá alterar o equilíbrio da instituição em benefício dos conservadores, de acordo com vários observadores.

A questão da substituição vai dominar o final da campanha para as presidenciais norte-americanas, previstas para 03 de novembro.

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