Trump avisa para conflito "enorme" com a Coreia do Norte

Presidente dos Estados Unidos prefere uma solução diplomática para o impasse com a Coreia do Norte, mas não afasta a hipótese de um conflito militar com o regime de Pyongyang

"Há a possibilidade de acabarmos por ter um enorme, enorme conflito com a Coreia do Norte. Sem dúvida que sim", disse Donald Trump numa entrevista à agência Reuters para assinalar os primeiros cem dias da sua presidência.

Todavia, o presidente dos Estados Unidos afirmou preferir uma solução diplomática, mas admitiu que esta é difícil. "Adoraríamos resolver as coisas de forma diplomática, mas é muito complicado", admitiu numa referência aos desafios colocados pelo regime de Pyongyang a sucessivos presidentes americanos. A Coreia do Norte desenvolve um programa nuclear desde os anos 90 e tem realizado inúmeros disparos de mísseis de médio e longo alcance. Coreia do Sul, Japão e EUA consideram a Coreia do Norte uma ameaça à paz e estabilidade na região, tendo Washington deslocado para território sul-coreano o sistema de defesa antimíssil THAAD, uma decisão criticada por Pyongyang e por Pequim, o principal aliado do regime dirigido por Kim Jong-un.

Quanto à influência chinesa sobre a Coreia do Norte, Trump elogiou o presidente Xi jinping, dizendo que "está a tentar muito a sério, certamente que não quer ser confrontado com mortes e violência", "gostaria de fazer alguma coisa, mas talvez seja possível que não o consiga fazer", admitiu o presidente americano. Para Trump, a Coreia do Norte é o principal desafio que tem pela frente.

Em declarações separadas, o secretário de Estado Rex Tillerson disse ter sido informado de que a Coreia do Norte fora advertida pela China de que se realizasse mais testes nucleares, seria alvo de sanções unilaterais por parte de Pequim.

Na entrevista à Reuters, Trump abordou também o custo da deslocação e instalação do sistema THAAD para a Coreia do Sul, que pretende seja este país a custear. Ainda sobre este país, o presidente americano anunciou a intenção de renegociar um acordo comercial com Seul, que regista um significativo défice para os EUA. O vice-ministro do Comércio sul-coreano afirmou entretanto à AP que o seu país não recebeu qualquer notificação das intenções de Washington. Por seu lado, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul divulgou um comunicado em que se afirma não haver qualquer intenção de custear o sistema THAAD, até porque este é operado por militares americanos.

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