Teste de míssil norte-coreano foi "prenda" do Dia da Independência para os EUA

Kim Jong-un disse querer mandar mais prendas deste género aos norte-americanos. Míssil poderia chegar ao Alasca

A Coreia do Norte anunciou esta quarta-feira que o último míssil testado, um míssil balístico intercontinental (ICBM), tinha a capacidade de transportar uma ogiva nuclear. Kim Jong-un disse ainda que o míssil foi uma "prenda" para os Estados Unidos, que celebraram esta terça-feira o Dia da Independência.

Kim Jong-Un disse aos "cientistas e técnicos que os Estados Unidos iriam ficar descontentes ao testemunharem as opções estratégicas da República Popular Democrática da Coreia porque lhes foi dada uma 'encomenda de prendas' no Dia da Independência", conta a AP, citando a agência de notícias norte-coreana KCNA.

"Com um largo sorriso na cara", Kim ordenou ainda que sejam enviadas "encomendas de prendas" grandes e pequenas aos norte-americanos, continua a KCNA.

O teste terá sido também em resposta a Donald Trump, que disse no início do ano que a Coreia do Norte não iria criar uma arma que chegasse aos Estados Unidos. Especialistas dizem que o teste foi bem-sucedido e que o míssil tinha capacidade para chegar ao Alasca e outros áreas dos Estados Unidos.

"A Coreia do Norte acaba de afirmar que está na etapa final para desenvolver uma arma nuclear capaz de chegar aos Estados Unidos. Não vai acontecer", disse Donald Trump, a 2 de janeiro.

O lançamento foi realizado por volta das 09:40 (01:40 em Lisboa de terça-feira), a partir da província norte-coreana de Pyongyang Norte e, segundo anunciou a televisão estatal do país, foi supervisionado pelo próprio líder, Kim Jong Un.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu logo ao teste de míssil no Twitter, questionando se o líder norte-coreano "não tem nada melhor para fazer na vida?"

Trump voltou a instar a China a endurecer a posição em relação à Coreia do Norte.

Este novo teste, ocorrido a dias de uma reunião dos líderes do G20, representa um grande avanço no programa de armamento do regime de Kim Jong-un e causou a condenação, uma vez mais, da comunidade internacional.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, insistiu na necessidade de uma "ação global" para deter a "ameaça mundial" que representa o desenvolvimento do programa nuclear da Coreia do Norte.

Tillerson assegurou que os Estados Unidos "condenam veementemente o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental" e advertiu que "o teste de um 'ICBM' representa uma nova escalada", confirmando tratar-se do primeiro lançamento bem-sucedido deste tipo por parte do regime norte-coreano.

"Todas as nações deviam mostrar publicamente à Coreia do Norte que há consequências na busca pelas armas nucleares", disse Tillerson, citado pela Reuters

Em resposta à Coreia do Norte, a Coreia do Sul e os Estados Unidos realizaram hoje ensaios conjuntos com mísseis balísticos. Os dois aliados realizaram múltiplos lançamentos de mísseis em direção ao Mar do Japão, incluindo o modelo balístico sul-coreano "Hyunmoo-21" e o norte-americano "ATACMS", afirmou um porta-voz do Ministério de Defesa de Seul à agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Os testes foram efetuados por ordem do Presidente sul-coreano, Moon Jae-in e por Donald Trump.

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