Terroristas de Bruxelas tinham planta do edifício do gabinete do primeiro-ministro

Imagens, planta e outras pesquisas sobre a residência de Charles Michel terão sido descobertas no computador abandonado num caixote do lixo

Os responsáveis pelo atentado que matou mais de 30 pessoas em Bruxelas terão procurado informações na Internet sobre o primeiro-ministro belga, Charles Michel, tendo chegado a obter uma planta do edifício onde o governante trabalha diariamente.

A notícia, citada pela BBC, é avançada esta quarta-feira por vários meios de comunicação social belgas. As pesquisas dos terroristas foram descobertas pelas autoridades num computador portátil encontrado num caixote do lixo na rua Max Roos, na zona de Schaerbeek, onde fica o apartamento onde estariam instalados os terroristas. Será o mesmo computador onde foi encontrada a carta de Ibrahim El Bakraoui, que se fez explodir no aeroporto de Zaventem. Nesse documento, o 'jihadista' escrevia que tinha receio de acabar na prisão, como Salah Abdeslam - detido em Molenbeek pela participação nos atentados de Paris - e que já não se sentia em segurança, "sempre em fuga, sem saber o que fazer, procurado em todo o lado".

O jornal De Tijd cita fontes próximas da investigação, que referem que no computador abandonado foi encontrada uma planta do edifício onde fica o gabinete do primeiro-ministro belga, assim como fotografias desse mesmo edifício que terão sido tiradas do exterior, junto ao número ???????16 da Rue de La Loi. O gabinete do primeiro-ministro belga fica na mesma rua que a estação de Maelbeek, onde se fez explodir Khalid el Bakraouni, irmão de Ibrahim. Havia ainda várias pesquisas compilando pormenores sobre a residência oficial do PM, na rua Lambermont.

O L'Écho escreve que Charles Michel foi informado do material descoberto e que a segurança em torno do edifício onde trabalha o primeiro-ministro foi reforçada, tendo sido solicitada a colaboração dos Estados Unidos para analisar e descodificar as restantes informações no computador. O FBI já terá na sua posse cópias dos discos rígidos recuperados.

O portátil tornou-se uma peça vital para a investigação aos atentados em Bruxelas, já que as autoridades continuam à procura do "homem do chapéu", o suspeito que deixou uma mala com explosivos no aeroporto de Zaventem e conseguiu escapar. Fayçal Cheffou, que tinha sido inicialmente identificado como o terceiro terrorista do aeroporto de Zaventem, foi libertado na segunda-feira por falta de provas.

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