Terroristas apanhados a sorrir pelas câmaras de vigilância

As imagens mostram os três kamikases a atravessar os corredores do aeroporto de Istambul antes de se terem feito explodir

Os três homens vestem roupas escuras e dois deles usam boné na cabeça. E todos levam um sorriso no rosto. A imagem dos kamikazes que atacaram o aeroporto Ataturk, em Istambul, na terça-feira à noite, foi divulgada pela comunicação social turca, que também já teve acesso aos vídeos de alguns dos momentos de pânico que se viveram.

O jornal Hurriyet identificou um dos três bombistas como Osman Vadinov, um checheno de origem russa que terá alegadamente entrado na Turquia a partir de Raqa, na Síria, o bastião do Estado Islâmico, que as autoridades turcas pensam estar na origem do ataque.

Até agora, a identidade deste kamikazes não foi confirmada oficialmente, tendo sido apenas revelada a nacionalidade dos três. Um é do Daguestão, república da Federação Russa, os outros dois do Usbequistão e Quirguistão, ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, onde existem movimentos islamitas clandestinos.

De acordo com o jornal Hürriyet, os três terroristas terão alugado um quarto no bairro de Fatih, onde vive uma grande comunidade síria, palestiniana, libanesa e jordana. A partir da meia-noite costumava cheirar a químicos, garante um vizinho que chegou a fazer queixa junto das autoridades e que foi ouvido agora pela polícia, de acordo com a mesma fonte.

Imagens das câmaras de vigilância mostram o momento em que um dos bombistas mata um agente da polícia à paisana.

Outras deixam ver o pânico que se viveu no aeroporto, com dezenas de pessoas a fugir do bombista, de arma na mão.

Ontem, as forças de segurança turcas detiveram 20 suspeitos de envolvimento no atentado, que provocou, segundo o mais recente balanço, 44 mortos e 239 feridos, dos quais 94 ainda estavam ontem hospitalizados.

As detenções ocorreram quer na secção europeia como na parte asiática de Istambul, tendo-se aqui registado a prisão de 13 indivíduos, quatro deles estrangeiros; em Esmirna, foram efetuadas nove detenções. Estes 20 elementos são suspeitos de terem fornecido, sob diferentes formas, apoio logístico ou outro aos autores do ataque.

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