Tensão no ar: paraquedistas quase chocam com caças F-15

Pilotos voavam a mais de 500 km/h e não sabiam que paraquedistas podiam estar nos céus.

Nos céus de Chatteris, no Reino Unido, dois paraquedistas que estavam a realizar queda livre quase colidiram no ar com dois aviões de combate americanos F-15 que seguiam a aproximadamente 560 km/h, revelou um relatório agora tornado público. O incidente remonta a 17 de abril e é considerado "grave" pelo UK Airprox Board.

"Os pilotos da Base Aérea de Lakenheath deviam ter sido informados pelo controlo do trafego aéreo de existiam paraquedistas na zona", afirmou a UK Airprox Board. Segundo o relatório, "há imagens da câmara Go-Pro de um do paraquedistas onde se pode ver nitidamente os aviões a passar por baixo". Não há dados do quão perto passaram os caças dos paraquedistas.

De acordo com a nota, os jatos de Lakenheath mudaram de rota e quando entraram em contacto com o controlo do tráfego aéreo os paraquedistas já estavam a sobrevoar a cidade de Chatteris, em Cambridgeshire.

Os operadores do aeródromo de Chatteris, onde estão localizados vários clubes de páraquedismo, telefonam todas as manhãs para os controladores do tráfego aéreo a dizer se os aviões estão ativos. No relatório está escrito que "os trabalhadores pouco mais poderiam ter feito". Os paraquedistas "não conseguiam controlar a sua velocidade" mas podiam ter aberto os paraquedas para diminuir a queda, pode ler-se ainda.

Segundo a BBC, Will Marshall, comandante da 48ª esquadra de combate disse que o espaço aéreo do Reino Unido é "incrivelmente complexo e muito congestionado". "Este incidente serviu para reforçarmos a nossa atenção e termos cuidado com cada detalhe. A nossa prioridade é a segurança da tripulação, bem como daqueles que sobrevoam os céus".

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Na hora dos lobos

Na ação governativa emergem os sinais de arrogância e de expedita interpretação instrumental das leis. Como se ainda vivêssemos no tempo da maioria absoluta de um primeiro-ministro, que o PS apoiou entusiasticamente, e que hoje - acusado do maior e mais danoso escândalo político do último século - tem como único álibi perante a justiça provar que nunca foi capaz de viver sem o esbulho contumaz do pecúlio da família e dos amigos. Seria de esperar que o PS, por mera prudência estratégica, moderasse a sua ação, observando estritamente o normativo legal.