Caixotes do lixo a arder, pedras pelos ares. Polícia usar gás lacrimogénio para dispersar Coletes Amarelos

Nas ruas da capital francesa, o movimento de contestação assinala um ano de atividade. Com muitas zonas interditas,às 11.30 a polícia já tinha feito 33 detenções e recorrido a gás lacrimogéneo.

A polícia francesa já usou gás lacrimogéneo para conter os protestos dos Coletes Amarelos em Paris, num sábado em que o movimento de contestação assinala um ano de atividade nas ruas de França. Em Paris, já foram detidas pela polícia, pelo menos, 33 pessoas, segundo o jornal Le Parisien, que aponta terem sido já identificados 1024 manifestantes. Estão previstas para este sábado mais de 200 concentrações por todo o país.

Os bombeiros já foram chamados a apagar incêndios, sobretudo em caixotes do lixo, que os manifestantes geraram numa das barricadas que levantaram junto à Place d'Italie. Na mesma zona foram lançadas pedras contra os agentes e os manifestantes viraram alguns carros. Há uma forte mobilização policial, em especial nas ruas da capital francesa, e há um rasto de destruição de equipamentos urbanos.

O movimento Coletes Amarelos assinala hoje um ano de protestos. Apesar de ter mantido uma presença contínua todos os sábados na capital francesa, o movimento perdeu força ao longo dos meses e reúne agora menos pessoas, mas para este fim de semana, as redes sociais foram o canal usado por mais de 6 mil pessoas, que confirmaram presença em diferentes manifestações, sábado e domingo.

Desde logo, há um novo apelo a um protesto nos Campos Elísios - um trajeto fora de causa já que as manifestações continuam a ser proibidas em diferentes áreas, incluindo este ponto emblemático para o movimento -, mas também um protesto autorizado na margem esquerda do Sena e até um apelo ao bloqueio da estrada periférica à volta da capital francesa.

No entanto, como Jerome Rodrigues, o luso-descendente que tem sido um porta-voz do movimento, explicou à Lusa, estas podem não ser as únicas movimentações.

Tal como os manifestantes, também as autoridades não desvendaram todas as medidas de segurança na cidade, publicando apenas que para além da interdição dos Campos Elísios, também na Assembleia Nacional, no Hotel Matignon (residência do primeiro-ministro), na zona à volta da Torre Eiffel ou na Notre Dame as manifestações estão proibidas. Várias estações de metro e de comboio estão fechadas.

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