Suspeita de segundo português morto no Burkina Faso. Governo não confirma

Ministro do Interior do país disse à AFP que há duas vítimas portuguesas. Informação não tem confirmação oficial

O Ministro do Interior do Burkina Faso, Simon Compaoré, informou este domingo que há dois portugueses entre as vítimas mortais do atentado que terminou no sábado de manhã em Uagadugu, depois de um cerco de 12 horas ao Hotel Splendid e ao restaurante Capuccino, e onde perderam a vida pelo menos 29 pessoas. Até ao momento, a informação não é confirmada pela secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Segundo Compaoré, citado pela AFP, além dos dois portugueses foram mortos quatro canadianos, três ucranianos, dois franceses, dois suíços e um holandês. No total, 14 estrangeiros e oito cidadãos naturais do Burkina Faso.

Porém, a lista da própria Procuradoria do país difere e menciona apenas uma vítima de nacionalidade portuguesa, eventualmente aquela que já foi identificada: António Basto, emigrante em França que estava no Burkina Faso em serviço para a empresa de transportes da qual era funcionário Tinha 51 anos e quatro filhos. Foi assassinado no restaurante Capuccino, frequentado sobretudo por europeus.

Ao DN, fonte da secretaria de Estado das Comunidades não confirma esta segunda vítima de nacionalidade portuguesa avançada pelo ministro do Burkina Faso. "Se houver confirmação, informaremos".

Na noite de sexta-feira, os 'jihadistas' atacaram o restaurante Capuccino e o hotel Splendid, frequentados sobretudo por ocidentais. Foram necessárias 12 horas às forças da ordem para assumirem o controlo da situação.

O ataque foi reivindicado pela A-Qaeda do Magrebe Islâmico. Cerca de 50 pessoas ficaram feridas e outras 150 foram libertadas pelas autoridades durante o cerco ao hotel e restaurante.

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