Suíços rejeitam iniciativa por multinacionais mais responsáveis

Este texto previa a obrigação de as empresas suíças zelarem pelo respeito dos direitos humanos e do meio ambiente nas suas atividades no estrangeiro, dos seus fornecedores e dos seus parceiros de negócios.

A Suíça rejeitou hoje uma iniciativa, em referendo, que queria impor obrigações legais mais rígidas às empresas, no que se refere ao respeito pelos direitos humanos e padrões ambientais, segundo projeções adiantadas por instituto de sondagens.

De acordo com o instituto de sondagens gfs.bern, a iniciativa das chamadas "multinacionais responsáveis" foi rejeitada por pelo menos em 14 dos 26 cantões suíços, numa votação prevista como apertada.

Para ser aprovada, o texto deveria ter o apoio da maioria dos eleitores e dos cantões.

Este texto previa a obrigação de as empresas suíças zelarem pelo respeito dos direitos humanos e do meio ambiente nas suas atividades no estrangeiro, dos seus fornecedores e dos seus parceiros de negócios.

Também permitia forçar as empresas a responder a possíveis falhas nos tribunais na Suíça.

"Estou extremamente dececionada (...), mas é uma iniciativa que tem recebido um apoio incrível (...) e vemos que todo o país fez um debate muito amplo, um debate que é saudável e que levanta a questão dos valores que queremos garantir numa economia globalizada", declarou, ao canal público RTS, a representante dos Verdes suíços Lisa Mazzone, partido que apelou a votar sim na iniciativa apoiada por 130 organizações não-governamentais (ONG).

Tanto o Conselho Federal (Governo) quanto as organizações de defesa empresarial pediram aos eleitores que rejeitassem o texto, por defenderem que poderia prejudicar os interesses económicos suíços.

Os suíços também rejeitaram, numa outra votação, uma iniciativa que visa proibir o seu banco central e fundos de pensão de contribuírem para o financiamento de fabricantes de material de guerra, através dos seus investimentos.

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