Sucesso contra a covid-19: Jacinda é a primeira-ministra mais popular num século

Segundo o mesmo estudo, o Partido Trabalhista de Jacinda Ardern subiu 14 pontos percentuais, situando-se nos 56,4% das intenções de voto para as eleições de setembro.

O seu sucesso na luta contra a propagação do novo coronavírus deu a Jacinda Ardern uma popularidade como não se via na Nova Zelândia há um século. A resposta da primeira-ministra à pandemia de covid-19 consegue o apoio de 91,6% dos inquiridos numa sondagem Newshub-Reid Research duvulgada esta segunda-feira, garantindo-lhe praticamente a reeleição nas eleições de setembro.

Segundo o mesmo estudo, o Partido Trabalhista de Jacinda Ardern subiu 14 pontos percentuais, situando-se nos 56,4% das intenções de voto. Quanto à própria chefe do governo vê a sua popularidade subir mais de 20 pontos percentuais, para os 59,5%, fazendo dela a primeira-ministra mais popular em cem anos.

O principal partido de oposição, o Partido Conservador, caiu para os 30,6% de intenções de voto, com o seu líder, Simon Bridges, a obter apenas 4,5% de popularidade.

Eleita em 2017 no meio da chamada Jacindamania, Ardern prefere não dar nada como garantido, como explicou ao Newshub.

A confirmarem-se estes números, o Partido Trabalhista poderá ter a oportunidade de governar sozinho - algo inédito desde a introdução de um sistema de votação à alemã na Nova Zelândia em 1996.

Depois de uma campanha eleitoral em que não hesitou em fazer frente aos jornalistas que insistiam em perguntar-lhe se tencionava ser mãe depois de chegar ao poder, Jacinda Ardern, hoje com 39 anos e mãe entretanto de uma menina, ganhou protagonismo internacional com a forma empática como lidou com os atentados de Christchurch, em março de 2019, quando um terrorista atacou duas mesquitas, matando 51 pessoas.

Mas seria a luta contra o covid que iria fazer disparar a popularidade da primeira-ministra neozelandesa. Fiel ao seu lema Go Fast-Go Hard (qualquer coisa como "agir rápido e forte"), Jacinda Ardern tomou medidas muito cedo para impedir a propagação do vírus, fechando as fronteiras e decretando o confinamento da população. Claro que o isolamento geográfico do país também ajudou, mas o facto é que até agora o país teve menos de 1500 infetados e 21 mortos, numa população de cinco milhões.

Um sucesso que os neozelandeses e o resto do mundo não deixam de atribuir em grande parte à resposta pronta da primeira-ministra.



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