Sociais-democratas vencem eleições na Dinamarca

Os dinamarqueses votaram à esquerda e no combate às alterações climáticas nas legislativas de quarta-feira, desalojando do poder os liberais.

Dos 4,2 milhões de eleitores, 86% foram votar, e a maioria terá optado pelo bloco de partidos de esquerda. Segundo as sondagens à boca da urna, o bloco vermelho vai alcançar 91 lugares e o bloco azul (centro-direita à extrema-direita) 79 lugares. Outros cinco deputados devem ser eleitos pelo partido ecologista Alternativa.

O partido social-democrata de Mette Frederiksen deverá alcançar 25,6%, uma confortável vantagem de quase 10 pontos sobre o partido do atual primeiro-ministro e líder liberal, Lars Løkke Rasmussen, que governou o país durante 14 dos últimos 18 anos.

O Partido Popular Dinamarquês, de extrema-direita, que já tinha dado um tombo nas eleições europeias, cai para menos de metade em relação às eleições de 2015, de 21% para 9,8%. Por um lado sofre com a concorrência de dois novos partidos ainda mais à direita - pela primeira vez um partido que se considera "etno-nacionalista" e anti-islão, o Stram Kurs, poderá passar a barreira dos 2% e chegar ao Parlamento.

Em março, o líder deste partido extremista queimou uma cópia do Alcorão. Por outro lado, os sociais-democratas incluíram na sua agenda o controlo migratório, um tema que levou à ascensão do populismo de direita.

Os sociais-democratas já tinham sido o partido mais votado em 2015, mas a correlação de forças entre os blocos vermeçho e azul favoreceu os liberais. Desta vez, porém, beneficiam da subida de outras forças de esquerda e dos ecologistas, caso estes se juntem ao bloco. Os ambientalistas do Partido Popular Socialista, aliado tradicional dos sociais-democratas, podem duplicar a percentagem de 4,2% para 8,1%.

A questão das alterações climáticas dominou a campanha. "Para mim, o tema principal desta eleição foi o meio ambiente e as alterações climáticas, e depois o sistema de saúde", disse Christian Kork, um eleitor de 44 anos, à AFP.

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