Líder do Estado Islâmico poderá estar escondido na cidade síria de Boukamal

O exército sírio anunciou na quinta-feira ter recuperado o controlo total de Boukamal, onde poderá estar Abu Bakr al-Baghdadi, segundo as últimas informações

O líder do grupo extremista Estado Islâmico poderá estar escondido na cidade síria de Boukamal, recapturada na quinta-feira pelo exército sírio, noticiou hoje um órgão de comunicação social ligado às forças armadas de Damasco.

Citado pela Associated Press, o Syrian Central Military Media diz que as forças sírias e os seus aliados "receberam informação", enquanto faziam operações de busca em Boukamal, de que Abu Bakr al-Baghdadi poderá estar "numa das bolsas" do Estado Islâmico (EI) ainda existentes na cidade.

A fonte não adiantou de que forma os militares souberam do paradeiro de al-Baghdadi nem de que forma vão responder a essa informação.

O exército sírio anunciou na quinta-feira ter recuperado o controlo total de Boukamal, na província de Deir Ezzor, no leste, a última cidade na Síria que ainda estava nas mãos do EI.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos indicou no mesmo dia que as forças governamentais sírias e tropas aliadas, incluindo combatentes iraquianos, estavam a "passar a pente fino" Boukamal, após a retirada dos militantes do Estado Islâmico.

Após várias semanas de uma ofensiva apoiada pela aviação russa, as tropas do regime e os seus aliados -- milicianos iraquianos, iranianos e do Hezbollah libanês -- conseguiram entrar em Boukamal, perto da fronteira com o Iraque, na quarta-feira à noite.

"A libertação da cidade de Boukamal é de grande importância porque representa o fracasso do projeto do grupo terrorista EI na região", assinalou o exército.

"Esta é uma proeza", congratularam-se os militares, adiantando que esta reconquista lhes permitirá "vencer o que resta de organizações terroristas" na Síria.

Com a queda de Boukamal, os 'jihadistas' deverão ter-se escondido em pequenas cidades e aldeias ao longo da fronteira com o Iraque e no deserto sírio.

Desencadeada em 2011, a guerra na Síria já causou mais de 330.000 mortos e obrigou milhões a abandonarem as suas casas.

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