Rússia não gostou do vídeo de Trump a "demonizar" o país

Kremlin critica "característica obrigatória numa campanha eleitoral nos EUA" em "demonizar" a Rússia. Vídeo visa Hillary Clinton

Donald Trump começa a apontar as críticas para à democrata Hillary Clinton, apesar da escolha do candidato republicano para as presidenciais só ser conhecida em julho. Porém, a reação ao mais recente vídeo veio de mais longe. O Kremlin não gostou da forma "demoníaca" como Trump retrata o presidente russo Vladimir Putin, num vídeo no qual surge ainda "Jihadi John", membro do Estado Islâmico.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, explicou que não sabia se Vladimir Putin já tinha visto o vídeo. No entanto, Peskov salientou o desagrado que as imagens estão a provocar. "Nós sabemos que demonizar a Rússia e seja o que for que esteja a ligado à Rússia é, infelizmente, uma característica obrigatória numa campanha eleitoral nos EUA", referiu, citado pela Reuters.

O vídeo - que no Instagram foi publicado com a frase: "É isto que queremos para presidente?" - pretende demonstrar que Hillary Clinton não terá capacidade para lidar com os "adversários mais difíceis", como se lê no início. Depois aparece Putin a atirar um homem ao chão num combate de judo e "Jihadi John", membro do Estado Islâmico que apareceu em vários vídeos nos quais eram decapitados reféns (a sua morte foi confirmada em janeiro pela organização terrorista).

"Sempre lamentámos e desejámos que o processo eleitoral [dos EUA] decorresse sem estas referências ao nosso país", frisou Dmitry Peskov.

As primárias nos EUA decorrem até junho, com Donald Trump em vantagem agora contra Ted Cruz, depois da desistência de Marco Rubio. Já do lado democrata, Hillary Clinton também vai liderando na corrida contra Bernie Sanders.

A eleição do sucessor de Barack Obama decorrerá a 8 de novembro.

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