Rússia já começou a distribuir a vacina contra a covid-19

O ministro da Saúde russo diz que para já está a ser testada a cadeia de distribuição, mas promete uma entrega em larga escala em todo o país nas próximas semanas.

A Rússia já começou a distribuir a vacina Sputnik-V nas várias regiões do país como forma de combate ao covid-19, revelou este sábado o Ministério da Saúde, referindo tratar-se de um teste piloto para testar as cadeias logísticas, antes de iniciar uma entrega em larga escala nas próximas semanas.

Os lotes de vacinas estão a ser distribuídos ao longo deste fim de semana, explicou Mikhail Murashko, ministro da Saúde, citado pela agência Tass. "Já foram enviados os primeiros lotes da vacina para testar a cadeia de abastecimento, neste momento estamos a verificar o sistema de entrega para que toda a equipa passe a conhecê-lo", explicou.

A vacina russa contra a covid-10 foi a primeira a ser registada no mundo, a 11 de agosto, e mostrou não produzir efeitos secundários nas duas primeiras fases, embora a terceira ainda não esteja concluída, estando ainda a ser recrutadas as 40 mil pessoas que devem participar nesta fase.

De acordo com Murashko, a vacina comprovou a sua eficiência e segurança em ensaios clínicos. "Tem de ser verificado em cada etapa", justificou.

Refira-se que os resultados da Fase III só devem estar disponíveis em outubro ou novembro. A vacina foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa de Gamaleya, em Moscovo, e está a ser produzida desde 15 de agosto, sendo que o ministro da Saúde garante que já está a ser testada uma segunda vacina, cujos estudos clínicos estão a ser concluídos.

As autoridades russas já informaram que mais de mil milhões de pessoas vão receber a sua vacina contra a covid-19 até ao próximo ano. Aliás, esta sexta-feira foi mesmo acordado a venda de 50 milhões de doses ao estado brasileiro da Bahia, enquanto com o México foi celebrado um acordo para 32 milhões de doses da vacina.

A Rússia propõe-se ainda produzir no estrangeiro 200 milhões de doses antes do final do ano, propondo-se superar os 500 milhões em 2021.

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